Ciência

Estudo analisa dados de 30 anos para avaliar visibilidade de eclipse solar na Espanha

26 de Maio de 2026 às 06:16

O meteorologista Benito Fuentes analisou dados climáticos dos últimos 30 anos na Espanha para avaliar a visibilidade do eclipse solar de 12 de agosto. O estudo estabelece 35% de cobertura de nuvens como limite de alerta para a observação do fenômeno. As informações servem como guia de risco para a escolha dos locais de visualização

Estudo analisa dados de 30 anos para avaliar visibilidade de eclipse solar na Espanha
EFE/Kiko Delgado

O meteorologista Benito Fuentes analisou dados de observação do céu na Espanha dos últimos 30 anos para avaliar as chances de visibilidade do eclipse solar de 12 de agosto. O estudo, divulgado via X (Twitter), foca especificamente no comportamento climático do dia 12 de agosto às 20h, período próximo ao início do fenômeno, que começa por volta das 19h30, com a totalidade prevista para as 20h30.

A análise funciona como uma referência climática e não como uma previsão meteorológica convencional, já que modelos atmosféricos precisos só podem ser estabelecidos entre três e quatro dias antes do evento. Um fator crítico na observação é a posição do Sol, que estará baixo no horizonte, próximo ao anoitecer. Por isso, a visibilidade depende menos da condição do céu zenital e mais do que ocorrerá a oeste.

Fuentes estabeleceu um limite de 35% de cobertura de nuvens como ponto de alerta. Essa métrica é necessária porque, com o Sol em posição baixa, poucas nuvens podem ser suficientes para bloquear a visão do disco solar, mesmo em céus parcialmente abertos. O impacto varia conforme a altitude das nuvens: enquanto as altas permitem a percepção da redução da luminosidade, as nuvens médias e baixas podem impedir completamente a observação.

Para quem planeja se deslocar até as áreas de totalidade, o estudo indica que alguns pontos da rota apresentaram alta concentração de nuvens em diversas datas de 12 de agosto ao longo das três décadas analisadas. No entanto, esses dados servem como um guia de risco e não como uma confirmação de que o padrão se repetirá. A orientação é utilizar essas informações para ajustar o local de observação na Espanha conforme as previsões reais forem disponibilizadas na proximidade da data.

Notícias Relacionadas