Estudo indica que o Sol atravessa período com maior probabilidade de gerar supererupções de alta intensidade
Estudo da Universidade Nacional Autónoma do México indica maior probabilidade de supererupções solares de classe S. A análise de dados de satélites entre 1975 e 2025 aponta janelas críticas entre meados de 2025 e meados de 2026, e no início ou meados de 2027
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Um estudo internacional, liderado por pesquisadores da Universidade Nacional Autónoma do México e publicado no *Journal of Geophysical Research: Space Physics*, indica que o Sol atravessa um período com maior probabilidade de gerar supererupções de alta intensidade. A análise baseou-se em dados de satélites geoestacionários coletados entre 1975 e 2025 para delimitar regiões e intervalos de tempo com risco elevado, embora não pretenda prever a data exata de um evento.
A investigação foca nas erupções de classe S, categoria definida para episódios que superam a intensidade X10. Para efeito de comparação, o maior registro recente ocorreu em 1º de fevereiro de 2026, com uma erupção X8.3. Ao examinar ciclos anteriores, os cientistas identificaram 37 supererupções dessa classe e notaram que, desde o fim da década de 1970, todos os ciclos solares produziram ao menos uma erupção extrema direcionada à Terra, com exceção do ciclo 25.
Embora a NASA e a NOAA estimem que o pico do ciclo solar atual tenha ocorrido em outubro de 2024, as fases seguintes costumam manter episódios de magnetismo intenso por até dois anos. Para monitorar esse comportamento, foi desenvolvido um sistema de previsão que integra aprendizado de máquina e a análise do plasma solar. O modelo identificou que ondas magneto-Rossby geram duas oscilações recorrentes — uma de aproximadamente 1,7 anos e outra de quase sete anos — que modulam a ocorrência de grandes erupções.
A probabilidade de uma supererupção aumenta significativamente quando essas duas oscilações entram em fase positiva. Com base nisso, o estudo aponta duas janelas críticas no ciclo solar 25: a primeira entre meados de 2025 e meados de 2026, vinculada ao hemisfério sul solar, e a segunda prevista para o início ou meados de 2027.
O impacto de eventos extremos direcionados ao planeta pode comprometer redes elétricas, sistemas de GPS, comunicações via rádio, satélites e missões tripuladas. Em maio de 2024, erupções estimadas em X11.1 e X16.5 foram detectadas na face distante do Sol, enquanto uma tempestade geomagnética G5 resultou na observação de auroras em escala global.