NASA convoca astrônomos amadores para monitorar flashes de colisões de meteoroides na Lua
A NASA busca voluntários para o projeto Impact Flash, focado no registro de flashes luminosos na Lua para analisar a ocorrência de colisões espaciais e a composição interna do satélite. A participação exige telescópios com diâmetro a partir de 10 centímetros, gravação de vídeo e duas noites de monitoramento
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A NASA implementou o projeto Impact Flash, uma iniciativa de ciência cidadã que recruta voluntários para identificar e registrar clarões na superfície da Lua. O objetivo da agência é utilizar esses dados para compreender a frequência de impactos de meteoroides e os riscos que esses eventos representam.
A vulnerabilidade do satélite ocorre devido à ausência de uma atmosfera, o que expõe o território lunar a colisões constantes de rochas espaciais. Estima-se que cerca de 100 meteoroides atinjam a Lua diariamente. Como esses objetos viajam a dezenas de quilômetros por segundo, mesmo uma rocha do tamanho de uma bola de pingue-pongue é capaz de provocar danos consideráveis ao colidir com a superfície.
De acordo com informações divulgadas pela agência em 27 de abril, a maior parte da energia liberada nesses impactos é convertida na formação de crateras. Apenas uma fração inferior a 1% dessa energia se transforma nos breves flashes de luz. Tais fenômenos são visíveis para naves que orbitam o satélite — como observado pelos astronautas da missão Artemis II — e podem ser detectados por telescópios na Terra, desde que as condições sejam adequadas.
Além do mapeamento dos impactos, a NASA busca relacionar essas colisões aos tremores lunares. Esses abalos sísmicos foram descobertos por sismógrafos durante as missões Apollo e podem fornecer dados sobre a estrutura interna da Lua.
Para colaborar com o Impact Flash, astrônomos amadores devem atender a requisitos técnicos específicos. É necessário o uso de telescópios com diâmetro de 10 centímetros (4 polegadas) ou superior, equipados com sistema de gravação de vídeo, além da realização de, no mínimo, duas noites de observação. As orientações completas e o canal para envio de registros estão disponíveis no site oficial do projeto.