Economia

Maior porta-contêineres movido a gás natural liquefeito do mundo inicia viagem inaugural de Xangai à Europa

26 de Maio de 2026 às 06:15

O navio CMA CGM Notre Dame, maior porta-contêineres movido a GNL do mundo, partiu de Xangai rumo ao norte da Europa. A embarcação, com capacidade para 24.212 TEUs, é a primeira de dez unidades idênticas encomendadas pela companhia francesa

Maior porta-contêineres movido a gás natural liquefeito do mundo inicia viagem inaugural de Xangai à Europa
O maior navio porta-contêineres a GNL do mundo zarpou de Xangai. CMA CGM Notre Dame transporta 24.212 contêineres e reduz emissões em 99%.

O CMA CGM Notre Dame, maior porta-contêineres movido a gás natural liquefeito (GNL) do mundo, iniciou sua viagem inaugural de Xangai com destino ao norte da Europa. A embarcação possui capacidade para transportar 24.212 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), incluindo 1.600 conexões para contêineres refrigerados, destinados a produtos que exigem controle de temperatura, como medicamentos e alimentos perecíveis.

Com 400 metros de comprimento, 62 metros de largura e 75 metros de altura, o navio foi construído pelo estaleiro Hudong-Zhonghua Shipbuilding, do grupo estatal chinês CSSC. O projeto integra a French Asia Line, rota estratégica que interliga portos na China (Xangai, Tianjin, Ningbo e Yantian), Coreia do Sul (Pusan), Malásia (Port Kelang), Singapura e Europa (Southampton, Dunquerque, Hamburgo, Rotterdam e Algeciras).

A eficiência operacional é sustentada por um tanque de GNL de 18.600 metros cúbicos, que permite completar o trajeto entre a Ásia e a Europa sem reabastecimento, eliminando escalas logísticas e reduzindo custos. O sistema de propulsão dual-fuel possibilita a alternância entre o gás e o combustível convencional, garantindo flexibilidade em portos sem infraestrutura de GNL.

Em termos ambientais, a operação com gás natural liquefeito reduz as emissões de dióxido de enxofre e partículas finas em 99%, o dióxido de nitrogênio em 85% e o CO2 em até 20%. O navio é o primeiro de uma série de dez unidades idênticas que a companhia francesa receberá entre 2026 e 2028.

A iniciativa reflete a estratégia de descarbonização da CMA CGM e, segundo o CEO Rodolphe Saadé, consolida a França como potência marítima global por meio de inovação e sustentabilidade. O movimento ocorre em um setor responsável por 80% do comércio mundial e 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Paralelamente, Xangai reforça sua centralidade logística com a abertura de uma rota direta para a costa oeste dos Estados Unidos, reduzindo o tempo de entrega para 18 dias. Para o comércio exterior brasileiro, especialmente nas exportações de café, carne, minério de ferro e soja, a implementação de navios com maior escala e eficiência pode resultar em fretes mais competitivos e maior confiabilidade nas rotas para a Ásia e Europa.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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