AT&T bloqueia tablet de cliente com deficiência após cobrar valores superiores ao plano contratado
A operadora AT&T bloqueou o tablet de um cliente com deficiência após cobrar mensalidades médias de US$ 561, valor superior aos US$ 35 acordados. O consumidor pagou as faturas por sete meses antes de interromper os pagamentos devido ao custo exceder metade de sua renda

Um cliente com deficiência, que sobrevive com uma renda mensal de US$ 1.000, teve seu tablet Samsung — dispositivo adquirido por US$ 1.200 e essencial para sua comunicação — bloqueado pela operadora americana AT&T. O impasse começou após a contratação de um plano de três linhas com custo mensal acordado em US$ 35, valor que foi sistematicamente ignorado pela empresa.
A cobrança real divergiu drasticamente da oferta inicial, atingindo uma média de US$ 561 por mês, montante 16 vezes superior ao prometido. No primeiro mês de contrato, a fatura somou US$ 683, seguida por cobranças de US$ 430 e US$ 570 nos meses subsequentes. Durante sete meses, o consumidor manteve os pagamentos, apesar de a conta comprometer mais de 50% de seu orçamento mensal.
Diante da situação, o usuário tentou contato inclusive com a presidência da AT&T, mas não obteve sucesso. Ao interromper os pagamentos das faturas inflacionadas, o cliente não recebeu avisos ou tentativas de conciliação por parte da operadora, que optou por bloquear o aparelho Samsung sem notificação prévia.
Relatos de outros consumidores indicam que a AT&T teria adotado a prática de incluir seguros em dispositivos sem o consentimento dos clientes, além de realizar promessas irreais sobre os custos dos planos. Devido à recorrência de táticas semelhantes, a recomendação entre usuários afetados é o registro de denúncias junto à Federal Trade Commission (FTC), órgão regulador do comércio nos Estados Unidos, para a resolução dos conflitos.