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AT&T bloqueia tablet de cliente com deficiência após cobrar valores superiores ao plano contratado

30 de Maio de 2026 às 15:21

A operadora AT&T bloqueou o tablet de um cliente com deficiência após cobrar mensalidades médias de US$ 561, valor superior aos US$ 35 acordados. O consumidor pagou as faturas por sete meses antes de interromper os pagamentos devido ao custo exceder metade de sua renda

AT&T bloqueia tablet de cliente com deficiência após cobrar valores superiores ao plano contratado
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Um cliente com deficiência, que sobrevive com uma renda mensal de US$ 1.000, teve seu tablet Samsung — dispositivo adquirido por US$ 1.200 e essencial para sua comunicação — bloqueado pela operadora americana AT&T. O impasse começou após a contratação de um plano de três linhas com custo mensal acordado em US$ 35, valor que foi sistematicamente ignorado pela empresa.

A cobrança real divergiu drasticamente da oferta inicial, atingindo uma média de US$ 561 por mês, montante 16 vezes superior ao prometido. No primeiro mês de contrato, a fatura somou US$ 683, seguida por cobranças de US$ 430 e US$ 570 nos meses subsequentes. Durante sete meses, o consumidor manteve os pagamentos, apesar de a conta comprometer mais de 50% de seu orçamento mensal.

Diante da situação, o usuário tentou contato inclusive com a presidência da AT&T, mas não obteve sucesso. Ao interromper os pagamentos das faturas inflacionadas, o cliente não recebeu avisos ou tentativas de conciliação por parte da operadora, que optou por bloquear o aparelho Samsung sem notificação prévia.

Relatos de outros consumidores indicam que a AT&T teria adotado a prática de incluir seguros em dispositivos sem o consentimento dos clientes, além de realizar promessas irreais sobre os custos dos planos. Devido à recorrência de táticas semelhantes, a recomendação entre usuários afetados é o registro de denúncias junto à Federal Trade Commission (FTC), órgão regulador do comércio nos Estados Unidos, para a resolução dos conflitos.

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