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USS Patrick Gallagher inicia testes que finalizam a fabricação da série de destróieres Flight IIA

29 de Abril de 2026 às 19:19

Em 28 de abril, no Maine, a Marinha dos Estados Unidos começou a testar o desempenho do destróier USS Patrick Gallagher (DDG-127). A embarcação de 156 metros e 9.200 toneladas passa por validações de propulsão e sistemas antes da entrega definitiva. O modelo encerra a série Flight IIA e possui sistema Aegis com 96 células de lançamento vertical

A Marinha dos Estados Unidos iniciou a fase de testes em mar aberto do destróier USS Patrick Gallagher (DDG-127), etapa final para a entrega oficial da embarcação à frota. O navio deixou o estaleiro da General Dynamics Bath Iron Works, no Maine, em 28 de abril, para a realização de avaliações de desempenho.

A entrada do USS Patrick Gallagher em operação é estratégica para o programa naval norte-americano, pois ele encerra a linha de produção Flight IIA com Inserção de Tecnologia. O modelo atua como uma transição operacional, mantendo a frota ativa enquanto a Marinha migra para os destróieres Flight III, que possuem tecnologia mais avançada de energia e radar.

A responsabilidade pelos testes atuais cabe ao construtor naval, que deve validar se a embarcação cumpre os padrões operacionais exigidos. As avaliações concentram-se em propulsão, autonomia, manobrabilidade e a integração de sistemas. O navio é movido por quatro turbinas a gás General Electric LM2500, que somam 100.000 cavalos de potência no eixo, com a expectativa de atingir velocidades entre 30 e 31 nós (aproximadamente 35 a 36 milhas por hora).

Para a certificação, engenheiros realizam provas de velocidade em diferentes níveis de potência e medem a estabilidade do navio em curvas e mudanças de rumo. O protocolo inclui ainda testes de parada de emergência, nos quais a propulsão é invertida para verificar a rapidez da desaceleração a partir da velocidade máxima. A resistência da embarcação é monitorada por meio do consumo de combustível, do sistema de arrefecimento e da emissão de gases de escape, com trajetórias traçadas em direções opostas para anular a influência de ventos e correntes.

O monitoramento é feito via GPS e equipamentos de bordo, permitindo que o desempenho real seja comparado aos requisitos da Marinha. Diferente de testes isolados, essa fase verifica a operação conjunta dos sistemas, observando se a distribuição de energia permanece estável enquanto máquinas auxiliares, propulsão e sistemas de bordo funcionam simultaneamente. A carga de energia é aumentada gradualmente para identificar limites operacionais, sendo que as provas de potência máxima ocorrem sob supervisão rigorosa de mecânicos e operadores da Bath Iron Works.

No aspecto bélico, o destróier utiliza o sistema de combate Aegis e possui 96 células de lançamento vertical para mísseis de ataque, defesa aérea e guerra antissubmarino. O armamento é completado por um canhão naval de 5 polegadas, lançadores de torpedos e sistemas de defesa de ponto. A embarcação também tem capacidade para operar dois helicópteros MH-60R.

Com 156 metros de comprimento, 20 metros de boca e um deslocamento de 9.200 toneladas, o navio comporta uma tripulação de cerca de 380 marinheiros. Nesta etapa de testes, a prioridade é a engenharia e a navegação segura, deixando a validação total dos sistemas de combate para fases posteriores.

A embarcação homenageia o cabo do Corpo de Fuzileiros Navais Patrick Gallagher. Nascido na Irlanda em 1944 e radicado nos Estados Unidos em 1962, Gallagher ingressou nos Fuzileiros Navais em 1964. Em 18 de julho de 1966, durante combate noturno próximo a Cam Lo, no Vietnã, ele recebeu a Cruz da Marinha por ter protegido companheiros contra granadas, evitando baixas. Gallagher morreu em combate em 30 de março de 1967, aos 23 anos.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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