Política

Lula defende que a esquerda utilize as cores verde e amarelo para evitar apropriação política

30 de Maio de 2026 às 15:04

No lançamento da plataforma Tela Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente Lula defendeu que a esquerda utilize as cores verde e amarelo. O presidente também criticou a valorização de culturas estrangeiras e classificou como traição a articulação do senador Flávio Bolsonaro com os Estados Unidos para tipificar facções criminosas como organizações terroristas

Lula defende que a esquerda utilize as cores verde e amarelo para evitar apropriação política
Reprodução/ CanalGov

Durante o lançamento da Tela Brasil, plataforma de streaming público e gratuito para obras audiovisuais nacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a esquerda utilize as cores verde e amarelo, especialmente durante a Copa do Mundo, para evitar que os símbolos do país permaneçam sob a apropriação de um único grupo político. A declaração ocorreu no Rio de Janeiro, após o presidente notar que o prefeito Eduardo Cavaliere vestia um casaco da seleção brasileira.

A posição de Lula reflete um argumento sustentado desde 2022, de que a bandeira e a camisa da seleção representam todos os brasileiros, contrapondo-se ao uso intensivo dessas cores por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. No evento, o presidente também criticou a valorização excessiva de culturas estrangeiras em detrimento da nacional, mencionando a predominância de produções audiovisuais de baixa qualidade que limitam o acesso da juventude à cultura brasileira. Lula questionou a preferência de cidadãos por visitar destinos como Miami em vez de conhecer a Amazônia e as riquezas do próprio país.

A agenda no Rio de Janeiro foi precedida por uma passagem por Sergipe, onde houve o anúncio de investimentos da Petrobras. Na ocasião, o presidente classificou como traição a conduta do senador Flávio Bolsonaro, que buscou junto ao governo dos Estados Unidos a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida foi adotada pelos EUA um dia após o encontro do senador com o presidente Donald Trump.

Lula afirmou que a articulação de opositores contra os interesses nacionais fere a soberania do país e declarou que o Brasil não aceitará ser tratado com desrespeito. Em paralelo, o governo publicou nota oficial criticando a movimentação da família Bolsonaro e alertou que a medida solicitada ao governo americano pode gerar riscos ao sistema de pagamentos instantâneos PIX, do Banco Central.

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