Saúde

Anvisa autoriza a comercialização de novo medicamento para pacientes com doença de Parkinson avançada

25 de Maio de 2026 às 12:08

A Anvisa autorizou a venda do Vyalev, medicamento da AbbVie para pacientes com Parkinson em estágio avançado sem resposta à levodopa oral. O tratamento consiste em infusão subcutânea contínua de foscarbidopa e foslevodopa para estabilizar a concentração do fármaco e reduzir oscilações motoras

Anvisa autoriza a comercialização de novo medicamento para pacientes com doença de Parkinson avançada
Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (25), a comercialização do Vyalev no Brasil. O medicamento, desenvolvido pela farmacêutica AbbVie, é indicado para pacientes com doença de Parkinson em estágio avançado que não apresentam mais a resposta esperada ao uso de comprimidos de levodopa.

A terapia consiste em uma infusão subcutânea contínua de foscarbidopa e foslevodopa, substâncias derivadas da levodopa, administrada durante 24 horas. O objetivo do método é estabilizar a concentração do fármaco no organismo, mitigando as oscilações motoras típicas da progressão da doença, caracterizadas pela alternância entre períodos de controle dos sintomas (fases "on") e momentos de retorno intenso de rigidez, tremores e dificuldades motoras (fases "off").

O novo tratamento surge como opção para quem não pode ou não quer se submeter à estimulação cerebral profunda. De acordo com a AbbVie, cerca de 45% dos pacientes rejeitam a cirurgia por ser um procedimento invasivo, enquanto 60% possuem contraindicações clínicas, como instabilidade postural, alterações graves de marcha ou demência.

A decisão da Anvisa fundamentou-se em um estudo de fase 3 realizado com aproximadamente 130 pacientes durante 12 semanas. Os resultados indicaram que a infusão contínua ampliou o tempo de estabilidade motora e reduziu os períodos "off" quando comparada à levodopa oral. A melhora foi registrada já na primeira semana: o grupo tratado obteve, em média, 2,72 horas adicionais de tempo "on" sem discinesia problemática, enquanto o grupo de controle apresentou ganho de 0,97 hora.

Quanto à segurança, os efeitos adversos mais frequentes foram alucinações, movimentos involuntários e reações no local da infusão, classificados majoritariamente como leves ou moderados.

No Brasil, a doença de Parkinson atinge cerca de 220 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde, consolidando-se como a segunda condição neurodegenerativa mais prevalente globalmente.

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