Anvisa autoriza registro de medicamento da Pfizer para o tratamento e prevenção de enxaquecas
A Anvisa autorizou o registro do Nurtec ODT, medicamento da Pfizer para tratar e prevenir crises de enxaqueca. O fármaco, composto por rimegepanto, será comercializado em comprimidos orodispersíveis de 75 mg em cartelas de 2, 8 ou 16 unidades
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/3/L/m9aDsKSsGi6YKSmIik5w/nurtec-odt-img-1.jpeg)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do Nurtec ODT, medicamento desenvolvido pela Pfizer para tratar e prevenir crises de enxaqueca. O fármaco, composto pelo princípio ativo hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, pertence à classe dos antagonistas do CGRP, proteína responsável pela inflamação e transmissão da dor durante os episódios de enxaqueca. A substância atua bloqueando a ação desse receptor no cérebro, o que auxilia na redução ou interrupção da crise.
O registro, válido até maio de 2036, contempla a apresentação de comprimidos orodispersíveis de 75 mg, tecnologia que dispensa o uso de água para a dissolução do remédio na boca. O produto será comercializado em cartelas com 2, 8 ou 16 unidades. Embora já fosse utilizado em nações como os Estados Unidos, o rimegepanto não possuía autorização de uso no Brasil até então.
A chegada do medicamento amplia as alternativas terapêuticas para milhões de brasileiros que sofrem com a condição neurológica, caracterizada por dores intensas, náuseas, sensibilidade à luz e incapacidade temporária. Diferente dos triptanos, utilizados tradicionalmente no tratamento de crises, o rimegepanto oferece uma opção para pacientes que não apresentam resposta satisfatória aos tratamentos convencionais.
A eficácia do comprimido foi avaliada em um estudo de fase 3 publicado na revista científica The Lancet, realizado com adultos com histórico de enxaqueca. Na pesquisa, pacientes com crises de intensidade moderada ou grave receberam dose única de 75 mg ou placebo. Após duas horas, 21% dos tratados com o medicamento ficaram sem dor, enquanto o índice no grupo placebo foi de 11%. O estudo também registrou melhora em 35% dos casos quanto ao sintoma mais incômodo — como sensibilidade ao som, luz ou náusea —, contra 27% no grupo placebo.
Quanto à segurança, os eventos adversos relatados foram náusea e infecção urinária, ambos com baixa frequência, sem registros de ocorrências graves relacionadas ao fármaco. Ainda não foram divulgados o preço ou a data de início das vendas no mercado brasileiro.