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Brasileiro morre após terremotos atingirem a Venezuela e causarem desabamentos em Caracas

29 de Junho de 2026 às 06:08

Dois terremotos na Venezuela causaram 1.430 mortes, 3 mil feridos e 3,1 mil desabrigados. Entre as vítimas está o brasileiro Romildo Batista de Lima, que faleceu após o desabamento de uma parede em Caracas. O Itamaraty confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros no desastre

Um brasileiro morreu na Venezuela após a região norte do país ser atingida por dois terremotos sequenciais na noite de quarta-feira (24). O pastor Romildo Batista de Lima, natural de Chapada de Minas (MG) e residente em Uberlândia há mais de uma década, estava em Caracas para visitar familiares da esposa, Carlha Nacarid, e comemorar seu aniversário de 69 anos.

O desastre, classificado como o mais forte ocorrido no país em mais de um século, causou a queda de prédios e ampla destruição na capital e arredores. Durante a tentativa de abrigo, Romildo e a esposa foram atingidos pelo desabamento de uma parede. O pastor chegou a ser resgatado com vida e encaminhado a uma unidade hospitalar, mas faleceu na madrugada de quinta-feira (25). Carlha sobreviveu ao incidente, porém segue internada com uma fratura na bacia.

O governo venezuelano atualizou o balanço de vítimas no sábado (27), contabilizando 1.430 mortos, 3 mil feridos e 3,1 mil desabrigados. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros, um homem e uma mulher, embora não tenha revelado as identidades. Questionada sobre o caso específico de Romildo, a pasta informou que não divulga dados pessoais de brasileiros em serviços consulares, fundamentando-se na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012.

No Brasil, a família tomou conhecimento da tragédia após a irmã do pastor visualizar reportagens televisivas sobre os sismos. O contato inicial foi dificultado pela perda dos aparelhos celulares durante o desastre, sendo restabelecido horas depois por Carlha.

Atualmente, os parentes enfrentam entraves burocráticos para o traslado do corpo ao Brasil. De acordo com a sobrinha da vítima, Jhulya Ribeiro de Lima, a família ainda não recebeu a certidão de óbito e não obteve definições concretas do Consulado sobre os procedimentos necessários para a repatriação e a realização do velório.

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