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Descoberta de peças arqueológicas revoluciona compreensão da ocupação humana no Sul do Amapá

03 de Março de 2026 às 07:03

Peças arqueológicas foram encontradas na região do Sul do Amapá durante obras de pavimentação da BR-156. As descobertas incluem fragmentos de cerâmica decorada, ferramentas de pedra e objetos cotidianos dos antigos povos. Parte das peças é associada à tradição Jari, que habitou a região há cerca de 1.200 anos

A descoberta de peças arqueológicas na região do Sul do Amapá está revolucionando a compreensão sobre a ocupação humana na área. As equipes técnicas responsáveis pelas obras de pavimentação da BR-156, considerada a principal rodovia do estado, localizaram fragmentos de cerâmica decorada, ferramentas de pedra e objetos ligados às atividades cotidianas dos antigos povos.

Os materiais encontrados incluem recipientes cerâmicos preservados com características decorativas associadas à tradição marajoara. Esse tipo de cerâmica é considerado um dos mais avançados registros culturais indígenas da Amazônia, o que reforça a importância histórica da área cortada pela BR-156.

As análises preliminares indicam que parte das peças arqueológicas pertence a grupos ligados à tradição Jari, que habitaram a região há cerca de 1.200 anos. Outros artefatos apresentam traços associados aos povos Koriabo, que ocuparam áreas do sul do Amapá e do Pará entre os anos 1000 e 1700.

O DNIT informa que as ações de monitoramento e salvamento arqueológico ocorrem de forma contínua durante as obras de pavimentação. O procedimento segue as normas do licenciamento ambiental, garantindo que os achados sejam documentados e preservados adequadamente.

A descoberta desses vestígios é um passo importante para o entendimento da história da região. Além disso, a realização das obras de pavimentação está sendo feita com cuidado para não comprometer o patrimônio histórico e cultural local. A BR-156, considerada estratégica para o desenvolvimento regional, tem cinco lotes no total, sendo três já licitados no trecho Sul.

A preservação do patrimônio arqueológico é fundamental para a compreensão da história dos povos que habitaram a região. A continuidade das obras de pavimentação e o monitoramento contínuo dessas descobertas garantem que esses achados sejam documentados e preservados adequadamente, contribuindo assim para o conhecimento sobre a ocupação humana no Sul do Amapá.

As análises preliminares indicam que parte das peças arqueológicas pertence a grupos ligados à tradição Jari. O fato de os vestígios serem associados aos povos Koriabo, que habitaram áreas do sul do Amapá e do Pará entre os anos 1000 e 1700, reforça ainda mais a importância histórica da área cortada pela BR-156.

A preservação desses achados é fundamental para o entendimento da história dos povos que habitaram a região. O procedimento segue as normas do licenciamento ambiental, garantindo que os achados sejam documentados e preservados adequadamente.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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