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Falta de policiamento é a principal preocupação de 20% dos moradores de São Paulo

09 de Julho de 2026 às 06:08

Pesquisa Datafolha indica que 20% dos paulistas consideram a falta de policiamento o principal problema de segurança, queda frente aos 24% de 2022. O índice de preocupação com assaltos subiu para 11%. O levantamento ouviu 1.608 eleitores em 71 cidades

Falta de policiamento é a principal preocupação de 20% dos moradores de São Paulo
Divulgação/PM

A percepção sobre a segurança pública em São Paulo revela que a insuficiência de policiamento é a principal preocupação de 20% dos moradores do estado. O dado, extraído de levantamento do Datafolha realizado entre 1º e 3 de julho em 71 cidades, indica uma queda em relação aos 24% registrados em 2022. Em contrapartida, a incidência de assaltos subiu para 11%, superando os 8% apurados na pesquisa anterior.

Outros gargalos foram identificados na estrutura de segurança: o tráfico de drogas é visto como o maior problema por 8% dos entrevistados, seguido pela sensação geral de insegurança (7%) e a ineficácia das leis ou a impunidade (6%). O crime organizado e as facções criminosas, assim como a falta de preparo técnico da polícia, foram citados por 4% dos participantes. Complementam a lista a desvalorização e a falta de investimento nos policiais (3%), a criminalidade geral (3%) e a violência nas abordagens policiais (2%).

A análise do efetivo policial nas ruas como o entrave central da segurança apresenta convergência entre diferentes perfis políticos. A visão é compartilhada por 25% dos eleitores de Fernando Haddad e 19% dos apoiadores de Tarcísio de Freitas. A disparidade entre gêneros também é baixa, com 22% das mulheres e 18% dos homens apontando a falta de policiamento como a questão prioritária.

Recortes demográficos e geográficos mostram variações significativas. A preocupação com a quantidade de policiais é mais acentuada entre pessoas de 35 a 44 anos (24%) e entre residentes da capital e região metropolitana (24%). Já a menor incidência dessa percepção ocorre na faixa etária de 16 a 24 anos, com 14%, e no interior do estado, onde o índice é de 17%.

O estudo ouviu 1.608 eleitores e possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, estando registrado no TSE sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026. Para as análises segmentadas, a margem de erro varia entre três e quatro pontos percentuais para recortes de cidade e gênero, e entre cinco e sete pontos para faixas etárias.

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