Famílias de brasileiros mortos em terremotos na Venezuela enfrentam dificuldades para repatriar os corpos
Famílias de dois brasileiros mortos em terremotos na Venezuela enfrentam dificuldades para repatriar os corpos. Os sismos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, causaram mais de 1,4 mil óbitos e ampla destruição no país
A repatriação dos corpos de dois brasileiros mortos em terremotos na Venezuela tornou-se o foco de novas dificuldades para as famílias das vítimas. A modelo brasiliense Vanessa Zacarias da Silva e o pastor Romildo Batista de Lima, natural de Uberlândia, estão entre os óbitos confirmados. Parentes do religioso relatam entraves na obtenção de informações junto às autoridades brasileiras, enquanto buscam agilidade no processo para que a despedida ocorra em território nacional.
A tragédia, marcada por dois tremores sucessivos, resultou em mais de 1,4 mil mortes e milhares de desabrigados. O primeiro sismo registrou magnitude 7,2, seguido, 39 segundos depois, por outro de magnitude 7,5, que liberou quase três vezes mais energia que o primeiro. O cenário de devastação inclui quarteirões inteiros destruídos, com equipes de resgate ainda em busca de desaparecidos sob os escombros.
A gestão da crise, sob a presidência de Delcy Rodríguez, é alvo de críticas por falhas no socorro. Na região de Los Cocos, a escassez de profissionais de resgate e a ausência de suporte aéreo para combate a incêndios e transporte de suprimentos foram apontadas por moradores locais.
Apesar da destruição, houve resgates emblemáticos, como o de uma mãe e seu filho de nove meses, retirados vivos das ruínas de uma residência. Outra sobrevivente, Carmen, permaneceu cinco horas presa sob os destroços até ser localizada por voluntários e familiares durante a madrugada. Após o resgate, ela foi transferida para um hospital particular em Caracas, onde a família enfrenta a perspectiva de custos elevados, já que o plano de saúde não oferece cobertura para eventos decorrentes de terremotos.