Incidente no Reator Nuclear da USP Atrasa Produção de Radioisótopos Medicinais
Um incidente no Reator Nuclear da USP causou superaquecimento nos painéis de controle, levando à paralisação das atividades. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) confirmou que não houve risco imediato para a segurança pública e os danos precisarão ser reparados. O reator está desligado desde o incidente ocorrido na segunda-feira passada
Incidente no Reator Nuclear da USP Atrasa Produção de Radioisótopos para Uso Médico
O superaquecimento dos painéis de controle do reator IEA-R1, localizado na Universidade de São Paulo (USP), provocou a evacuação do prédio onde se encontra o equipamento. O incidente ocorreu no final da tarde de segunda-feira e levou à paralisação das atividades de pesquisa no local.
De acordo com a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), não houve risco imediato para a segurança pública, mas os painéis danificados precisarão ser substituídos. A Cnes informa que o reator estava desligado e não operava na hora do incidente.
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear também realizou vistorias no local nos dias 24 e 25 passados e constataram a ausência de risco radiológico associado ao evento. Os inspetores acessaram a sala de controle atingida e encontraram apenas danos locais.
O reator, que tem mais de seis décadas em operação, é o maior do país e tem 12 estações de pesquisa para produção de elementos radioativos usados na medicina ou agricultura. Atualmente, ele está passando por reformas após a identificação de alterações nos refletores.
A paralisação das atividades no reator IEA-R1 pode impactar negativamente o abastecimento dos hospitais com radioisótopos essenciais para diagnósticos médicos. O Brasil tem apenas quatro reatores nucleares de pesquisa, sendo que este é o maior em termos de potência licenciada.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destaca a importância do desenvolvimento de tecnologias nacionais para produzir radioisótopos. A construção de um novo reator mais moderno está prevista até 2029 em Iperó (SP) com capacidade para 30 MW.
A Cnen informou que já foi contratada uma empresa especializada para realizar o laudo técnico e orçamento necessário para a instalação dos novos painéis de controle.