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Ligue 180 supera um milhão de atendimentos nos primeiros sete meses de 2026

19 de Agosto de 2026 às 07:19

O Ligue 180 registrou 1.035.647 atendimentos entre janeiro e julho de 2026, com predominância de pedidos de informação. Foram contabilizadas 98.705 denúncias de violência de gênero, sendo a violência psicológica a mais frequente. São Paulo teve o maior volume de chamadas, com 106.552 registros

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O Ligue 180, canal de atendimento gerenciado pelo Ministério das Mulheres, superou a marca de um milhão de chamadas nos primeiros sete meses de 2026. Entre 1º de janeiro e 31 de julho, foram realizados 1.035.647 atendimentos, o que representa uma média diária de 4.884 contatos.

O volume atual já atinge 95% de toda a demanda registrada em 2025, quando o serviço contabilizou 1.088.900 atendimentos com média de 3 mil por dia. Restam menos de 50 mil registros para que o total deste ano ultrapasse o acumulado do período anterior.

Perfil das demandas e denúncias

A maior parte da procura pelo serviço concentra-se em pedidos de informação, que somam 872.257 registros. Desse total, 462.919 (44,70%) referem-se a orientações sobre os serviços da rede de proteção, 200.989 (19,4%) buscam entender o funcionamento do próprio canal e 132.042 (12,75%) solicitam dados sobre campanhas e políticas voltadas às mulheres.

Além das informações, o levantamento do ministério detalha a natureza dos demais contatos:

  • Denúncias de violência de gênero: 98.705 casos;
  • Pedidos de orientação e serviços da rede: 63.478 casos;
  • Manifestações: 1.207 casos.

No recorte das denúncias, a violência psicológica é a ocorrência mais frequente, com 35.284 casos (35%). Na sequência, aparecem a violência doméstica (Lei Maria da Penha) com 24.273 registros (24,5%), a violência física com 18.134 (18%), a violência moral com 14.635 (15%) e a violência patrimonial com 8.239 ocorrências (8%).

Distribuição geográfica e impacto social

O estado de São Paulo apresenta a maior demanda do país, com 106.552 atendimentos. O ranking de estados com maior volume de registros segue com:

  1. São Paulo: 106.552
  2. Rio de Janeiro: 64.670
  3. Minas Gerais: 42.439
  4. Bahia: 28.143
  5. Rio Grande do Sul: 17.989

Estela Bezerra, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, afirma que esses números indicam um aumento na conscientização feminina e uma mudança na percepção sobre as diferentes formas de agressão. A secretária ressalta que o canal é fundamental para o encaminhamento das vítimas aos serviços de proteção e para a orientação direta.

Canais de acesso

O serviço opera de forma gratuita, sigilosa e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, através dos seguintes meios:

Com informações de G1

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