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Mudanças climáticas são vistas por 41% dos brasileiros como a principal ameaça ao futuro

03 de Outubro de 2026 às 09:00 2 min de leitura

Pesquisa do Instituto Oyá e Ipsos indica que 41% dos brasileiros consideram as mudanças climáticas a maior ameaça futura, embora a preocupação imediata seja menor. O estudo aponta que 78% dos entrevistados não distinguem notícias falsas e 81% temem a manipulação por deepfakes

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Mudanças climáticas são vistas por 41% dos brasileiros como a principal ameaça ao futuro
© TV BRASIL

As mudanças climáticas são vistas por 41% dos brasileiros como a principal ameaça ao futuro, segundo levantamento inédito do Instituto Oyá, realizado em parceria com a Ipsos. O estudo, intitulado Termômetro do Brasil, analisou as percepções de 2 mil pessoas sobre riscos pessoais e familiares.

Apesar da visão de longo prazo, a prioridade imediata da população diverge. Quando questionados sobre as preocupações do momento, as alterações no clima caem para a nona posição, com 14% de menções, enquanto as ameaças ao meio ambiente aparecem em décimo lugar, com 10%. Esse cenário coloca o Brasil na 20ª posição global em termos de nível de preocupação.

Outras ameaças imediatas citadas pelos entrevistados incluem:

  • Perda de emprego: 32%
  • Retrocesso na democracia: 32%
  • Deterioração da saúde: 31%
  • Escassez de alimentos: 30%
  • Pandemia: 24%

Desinformação e confiança institucional

A pesquisa revelou um cenário crítico quanto à capacidade de filtrar informações. Em média, 78% dos participantes não conseguem distinguir notícias falsas de verdadeiras, inclusive em temas relacionados a eventos climáticos extremos. Através de um experimento social cego, constatou-se que a população tende a aceitar como verdadeiras as fake news que possuem forte apelo emocional.

Essa vulnerabilidade é acompanhada pelo medo da tecnologia: 81% dos brasileiros temem a manipulação de voz e imagem por meio de deepfakes e inteligência artificial. Paralelamente, há um contraste na confiança depositada em diferentes esferas, com 67% confiando na tecnologia e 65% desconfiando dos governos.

Para a diretora executiva do Instituto Oyá, Camila Kamilo, a deterioração da confiança institucional em tempos de incerteza leva a população a aceitar informações sem critério, afetando a compreensão de crises climáticas, ecológicas, sociais e econômicas. A pesquisadora pontua que a maioria dos brasileiros não é negacionista, mas sim desinformada.

Engajamento e sociedade civil

O envolvimento social, inclusive sobre a pauta climática, ocorre predominantemente via redes sociais, com baixa adesão a atividades presenciais e ativas. Diante disso, Kamilo defende a implementação de novos modelos de comunicação e políticas públicas para assegurar a veracidade dos dados que circulam na sociedade.

Quanto às instituições, as organizações não governamentais (ONGs) mantêm a confiança de 45% dos entrevistados, destacando a importância de fortalecer a sociedade civil e a imprensa para a difusão de informações checadas.

No campo político, observa-se um distanciamento do engajamento partidário tradicional:

  • 39% dos brasileiros descartam a atuação em partidos ou campanhas.
  • 33% rejeitam a participação em protestos de rua.

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