Mulheres Brasileiras se Sentem Mais Seguras Viajando Sozinhas, Destaques são Região Sudeste e Nordeste
O Ministério do Turismo lançou o Guia Para Mulheres que Viajam Sozinhas, com orientações para promover turismo seguro e responsável. De acordo com um estudo, quatro em cada dez mulheres brasileiras já viajaram sozinhas ao menos uma vez na vida. O guia foi criado após a identificação do Brasil como destino preferido das viajantes solteiras
O Brasil se aproxima de uma nova realidade: as mulheres brasileiras estão cada vez mais confiantes em explorar os destinos turísticos do país sozinhas. De acordo com um estudo recente realizado pelo Ministério do Turismo e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), quatro em cada dez mulheres brasileiras já viajaram sozinhas ao menos uma vez na vida.
A pesquisa "Mulheres que Viajam Sozinhas" revelou que 62% das entrevistadas afirmam ter abandonado o hábito de viagens desacompanhadas por questões de segurança. No entanto, essa preocupação é mais intensa entre as mulheres negras e indígenas, cuja vulnerabilidade aumenta com a combinação da cor ou etnia.
As principais reivindicações das viajantes solteiras para se sentirem mais seguras incluem o aumento do policiamento e instalação de câmeras de vigilância. Além disso, 21% dos entrevistados solicitam melhorias na infraestrutura de transporte e hospedagem.
A pesquisa também destacou que a maioria das mulheres (73%) busca momentos de lazer durante suas viagens sozinhas. O desejo por exercitar independência e liberdade mobiliza cerca de 65% delas, enquanto o anseio por autoconhecimento é um fator motivador para 41%.
Um dos principais resultados da pesquisa foi a identificação do Brasil como destino preferido das viajantes solteiras. As regiões Sudeste e Nordeste são as mais visitadas pelos brasileiros, com 73% e 66%, respectivamente.
O Ministério do Turismo lançou o Guia Para Mulheres que Viajam Sozinhas para ajudar a promover um turismo seguro, inclusivo, acolhedor e responsável. O guia oferece orientações úteis tanto para gestores públicos quanto operadores turísticos.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que o Guia reconhece a liberdade da mulher de circular sem medo no Brasil e pelo mundo. Segundo ela, essa publicação é uma política pública estruturante para exercer esse direito.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, enfatizou que o guia integra a agenda de turismo responsável e está alinhada ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Ele afirmou que o turismo brasileiro cresce com respeito às mulheres.
Essa mudança no comportamento das mulheres brasileiras em viagens sozinhas é um sinal importante da evolução do país rumo a uma sociedade mais igualitária e inclusiva.