Brasil

Prefeitura de São Paulo suspende rodízio de veículos devido a greve de trabalhadores da CPTM

05 de Agosto de 2026 às 09:00

Trabalhadores da CPTM mantêm greve nesta quarta-feira (5), causando paralisações parciais nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos e o metrô antecipou a abertura das linhas para as 4h. Uma audiência de conciliação ocorre hoje para discutir a estabilidade de cerca de 1.300 funcionários

Prefeitura de São Paulo suspende rodízio de veículos devido a greve de trabalhadores da CPTM
© PAULO PINTO/AGENCIA BRASIL

A decisão dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de manter a greve, tomada na noite de terça-feira (4), resultou em novas paralisações parciais nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5). Como medida de contingência para mitigar os impactos no transporte, a prefeitura de São Paulo suspendeu novamente o rodízio de veículos.

Operação do sistema ferroviário e alternativas

O funcionamento do transporte sobre trilhos apresenta restrições específicas. Na linha 11-Coral, a operação ocorre apenas entre as estações Barra Funda-Palmeiras e Guaianases, enquanto o trecho entre Guaianases e Estudantes é suprido por ônibus do sistema Paese. Já a linha 13-Jade opera com intervalos prolongados no trajeto até o Aeroporto de Guarulhos, também com suporte do sistema Paese.

Para absorver a demanda, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata intensificaram a circulação de trens. Além disso, o metrô antecipou a abertura das linhas para as 4h.

Motivações e negociações

O conflito trabalhista centraliza-se na exigência de garantias formais de emprego para os profissionais que atuavam nas linhas 11, 12 e 13, transferidas para a empresa Trivia Trens em julho. O sindicato argumenta que não existem instrumentos jurídicos ou administrativos que assegurem a estabilidade da categoria.

Em contrapartida, o governo do estado de São Paulo afirma que há compromissos concretos para a manutenção de todos os vínculos. De acordo com a gestão estadual, dos 4.648 funcionários, cerca de 1.300 trabalhadores ainda aguardam realocação após o processo de privatização.

Uma audiência de conciliação entre o governo, a CPTM e o sindicato está agendada para hoje (5), às 12h, com o objetivo de definir a continuidade da paralisação.

Com informações de Agência Brasil

Notícias Relacionadas