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Presença no dia a dia é a característica mais valorizada para definir um bom pai

09 de Agosto de 2026 às 12:01

Pesquisa do Instituto Nexus com 2.013 pessoas indica que 80% dos brasileiros valorizam a presença paterna, embora metade considere os pais atuais menos presentes. Para 49% dos entrevistados, a principal característica de um bom pai é a presença no cotidiano, superando a função de provedor financeiro

Presença no dia a dia é a característica mais valorizada para definir um bom pai
© ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL

A percepção sobre a paternidade no Brasil revela um contraste entre a valorização do papel do pai e a realidade observada no cotidiano. De acordo com levantamento do Instituto Nexus, realizado com 2.013 pessoas em diversas regiões do país, 80% dos brasileiros consideram a presença paterna como alta ou muito alta para a vida dos filhos, embora metade da população acredite que os pais atuais sejam menos presentes do que os de gerações passadas.

Divergências de percepção entre gêneros e idades

O estudo aponta que homens e mulheres divergem sobre a evolução da participação masculina na criação dos filhos. Enquanto 56% das mulheres afirmam que os pais participam menos do que antigamente, apenas 31% desse grupo acredita em um aumento na presença. Já entre os homens, a opinião é dividida: 44% consideram que a participação cresceu e outros 44% avaliam que houve redução.

A valorização da importância da paternidade também varia conforme o perfil do entrevistado:

  • Homens: 81% classificam a importância como alta ou muito alta.
  • Mulheres: 73% compartilham dessa visão.
  • Jovens (16 a 24 anos): 82% consideram o papel paterno importante.
  • Idosos (60 anos ou mais): O índice cai para 62%.

Definição de "bom pai" e a superação do provedor

A ideia de provedor financeiro perdeu espaço na definição de um pai ideal. Para 49% dos entrevistados, a principal característica de um bom pai é a presença no dia a dia. A educação e a imposição de limites aparecem em segundo lugar, com 19%, seguidas por demonstrações de afeto (8%), o exemplo pessoal (7%) e a segurança financeira, que é citada por apenas 3% da população.

A análise por gênero e idade detalha a prioridade de cada atributo:

  • Presença diária: É a característica mais relevante para 53% das mulheres e 45% dos homens. Essa visão é predominante entre jovens de 16 a 24 anos (55%) e adultos de 25 a 40 anos (56%).
  • Educação e limites: É o atributo principal para 21% dos homens e 17% das mulheres, sendo mais valorizado por pessoas de 41 a 49 anos (24%) e com 60 anos ou mais (26%).

Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, a sociedade brasileira já consolidou a imagem do pai presente, superando a figura do mero provedor, mas a mudança no discurso ocorreu de forma mais rápida do que a alteração real do comportamento doméstico.

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