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União Europeia registra maior número de brasileiros com entrada negada desde 2019

19 de Maio de 2026 às 18:05

A União Europeia negou a entrada de 2.910 brasileiros em 2025, alta de 14% que coloca o país na 12ª posição global de recusas. Portugal e Irlanda concentraram a maioria dos casos, com destaque para impedimentos em aeroportos por falta de comprovação financeira ou vistos falsos

União Europeia registra maior número de brasileiros com entrada negada desde 2019
Governo Federal/ Divulgação

A União Europeia registrou a entrada negada de 2.910 brasileiros em 2025, volume que representa um crescimento de 14% em relação ao ano anterior e o maior índice de recusas desde 2019, quando o número chegou a 6.435. Com esses dados, o Brasil ocupa a 12ª posição no ranking global de nacionalidades barradas nas fronteiras do bloco, sejam elas aéreas, terrestres ou marítimas.

A maior parte das impedimentos ocorreu em aeroportos, onde 2.690 brasileiros foram barrados. Outros 180 tiveram a entrada rejeitada em fronteiras terrestres e 40 em vias marítimas. Portugal e Irlanda concentraram pouco mais da metade das recusas, com 750 e 725 casos, respectivamente. Em Portugal, os brasileiros formam a nacionalidade com mais entradas negadas, enquanto na Irlanda ocupam a segunda posição, atrás dos albaneses.

As autoridades migratórias da União Europeia fundamentam as recusas em critérios como a falta de comprovação de recursos financeiros para a permanência, problemas com vistos, uso de documentos falsos ou irregulares e a presença de nomes em listas de alerta sobre terrorismo ou crimes. No caso dos brasileiros, 1.085 pessoas tiveram o propósito ou as condições da estadia considerados injustificados e 645 foram impedidas de entrar por portarem vistos ou permissões de residência falsas.

O cenário brasileiro reflete uma tendência de alta em todo o bloco, que teve um aumento de 7,1% nas rejeições fronteiriças em 2025, totalizando 132,6 mil pessoas barradas. A maioria desses casos (53,9%) ocorreu em fronteiras terrestres externas, com destaque para Polônia (26,3 mil), Croácia (11,6 mil) e Romênia (9,2 mil). Nas fronteiras aéreas, as maiores recusas foram na França (10 mil), Espanha (9,9 mil) e Alemanha (7,4 mil), enquanto a Itália liderou as negativas em fronteiras marítimas, com 1,4 mil casos. A nacionalidade mais barrada na União Europeia foi a ucraniana, com 130 mil registros.

Além do controle de entrada, houve um crescimento na detecção de indocumentados dentro do território dos países-membros, com alta de 21,7%, e na execução de ordens de deportação, que subiu 20,9%. A Alemanha foi responsável por 23,4% das detecções de indocumentados, seguida por França (22,2%), Itália (11,5%), Grécia (8,5%) e Espanha (8,2%), afetando principalmente cidadãos da Argélia, Afeganistão, Marrocos e Ucrânia.

No total, 135,4 mil pessoas foram deportadas da União Europeia em 2025, sendo a maioria de origem turca, georgiana, síria, albanesa e russa. Os brasileiros representaram 2% desse volume, com 3.050 casos de deportação. As estatísticas foram compiladas pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat).

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