Afastamento da Lua tornará eclipses solares totais impossíveis de serem observados na Terra
A Lua afasta-se da Terra cerca de 3,8 cm por ano, o que tornará os eclipses solares totais impossíveis entre 500 milhões e 1 bilhão de anos. A redução do tamanho aparente do satélite impedirá a cobertura total do Sol, restando apenas eventos parciais
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A Lua está se afastando da Terra a uma taxa de aproximadamente 3,8 cm por ano, um movimento que, em escala geológica, tornará os eclipses solares totais impossíveis de serem observados do nosso planeta. O astrofísico Neil deGrasse Tyson alerta que a separação progressiva entre o satélite e a Terra alterará o tamanho aparente da Lua no céu, impedindo que ela cubra completamente o disco solar.
A geometria do eclipse
A ocorrência do escurecimento total do céu depende de uma coincidência matemática específica: embora o Sol seja 400 vezes maior que a Lua, ele também está 400 vezes mais distante da Terra. Essa proporção exata faz com que ambos os corpos celestes apresentem dimensões quase idênticas quando vistos da superfície terrestre, permitindo o alinhamento perfeito durante um eclipse total.
O fim da cobertura total
Com o afastamento contínuo da Lua, o satélite parecerá cada vez menor ao longo de milhões de anos. De acordo com Tyson, chegará um ponto em que a órbita lunar não permitirá mais que a Lua tenha o tamanho aparente necessário para bloquear totalmente a luz do Sol.
Este cenário, previsto para ocorrer em um intervalo entre 500 milhões e 1.000 milhões de anos, resultará na extinção dos eclipses totais. A partir desse período, a Terra registrará apenas eclipses solares parciais, similares aos eclipses anulares (ou de anel), como o evento programado para acontecer na Espanha em 2028.
Diante da natureza temporária dessa configuração astronômica, o astrofísico enfatiza a importância de valorizar as oportunidades atuais de observação, já que a humanidade vive em uma era privilegiada em que as dimensões aparentes do Sol e da Lua ainda permitem a cobertura completa do astro-rei.