Ciência

Análise da NASA revela origem de estruturas circulares misteriosas no deserto do Saara

20 de Março de 2026 às 20:17

A NASA divulgou análise inédita das estruturas circulares enigmáticas do deserto do Saara, capturadas pela Estação Espacial Internacional em 13 de setembro de 2025. A pesquisa descartou hipótese de impactos extraterrestres e atribuiu a formação dos anéis a intrusões de magma que ascenderam à superfície por processos geológicos complexos. O estudo foi realizado em parceria com a JAXA, abrindo novas perspectivas para o entendimento dos processos geológicos no Saara

Análise da NASA revela origem de estruturas circulares misteriosas no deserto do Saara
Wikimedia Commons/NASA

Nova descoberta na Estação Espacial Internacional desvela segredos do Saara

A NASA divulgou recentemente uma análise inédita sobre as estruturas circulares enigmáticas no meio do deserto do Saara, capturadas pela Estação Espacial Internacional em 13 de setembro de 2025. A imagem revelava várias formações rochosas emergindo da areia no nordeste da África, incluindo Jabal Arkanū, na Líbia.

Por anos, esses padrões circulares foram associados a possíveis impactos extraterrestres por conta de sua morfologia peculiar. No entanto, investigações posteriores permitiram descartar essa hipótese e apontaram para processos geológicos internos complexos e prolongados no tempo.

A análise da NASA revelou que os anéis de Jabal Arkanū se originaram por intrusões de magma que ascenderam à superfície, repetindo-se em várias fases. Esse fenômeno gerou estruturas sobrepostas formando um padrão circular visível do espaço.

O conjunto geológico é composto por materiais ígneos como basalto e granito, cercados por camadas de arenito, calcário e quartzo. Essa combinação favoreceu a conservação dos anéis, já que a erosão atuou de forma desigual sobre os diferentes tipos de rocha.

Além disso, as imagens também mostram estruturas em forma de leque formadas por gravetos e areia. Essas estruturas evidenciam episódios de transporte de materiais, pouco comuns em um ambiente onde a água é praticamente inexistente.

A análise ainda revelou que apenas se registram entre 1 e 5 milímetros anuais de precipitação no local, sugerindo fraco efeito orográfico. O estudo foi realizado pela NASA em parceria com a JAXA, desvelando segredos do Saara que intrigavam cientistas por anos.

Essa descoberta abre novas perspectivas para o entendimento dos processos geológicos no Saara e reforça a importância da observação espacial na busca por conhecimentos sobre a Terra.

Com informações de El Confidencial

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