Análise de registros revela dificuldade em distinguir drones humanos de fenômenos anômalos não identificados
Análise de registros de fenômenos anômalos não identificados (FANI) em áreas militares indica que a maioria das esferas avistadas são drones humanos, enquanto casos de alta velocidade podem ser erros de atribuição. Os objetos apresentam características como temperaturas inferiores ao ambiente e capacidades de transição entre ar e água. O Governo dos Estados Unidos e o Conselho Consultivo Científico coordenarão novas coletas de dados
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A análise de registros do Sistema Presidencial de Desclassificação e Notificação de Incidentes de fenômenos anômalos não identificados (FANI) revela a complexidade em distinguir tecnologias humanas de anomalias reais, especialmente no caso de objetos esféricos. O estudo de incidentes ocorridos em áreas de alta tensão militar, como o Golfo de Omã, a base de Bagram, no Afeganistão, e a zona de responsabilidade do Comando Central dos EUA, indica que a natureza desses objetos pode variar significativamente.
Características dos objetos esféricos
Os relatos descrevem esferas com aproximadamente um metro de diâmetro, apresentando cores metálicas, refletivas, brancas ou negras. Esses objetos demonstraram a capacidade de voar em formação e, em certos casos, transitar entre o ar e a água. No Golfo de Omã, foram registradas velocidades entre 100 e 600 metros por segundo — o que representa de 0,3 a 1,7 vezes a velocidade do som — além de reatividade imediata ao disparo de canhões de aeronaves.
Um ponto crítico da observação é a assinatura térmica: os sensores infravermelhos registraram as esferas como "frias", com temperaturas inferiores às do ambiente. Esse dado contraria o comportamento esperado de propulsões por combustão ou aquecimento aerodinâmico. Quanto à detecção, enquanto alguns objetos foram confirmados por múltiplos radares, outros foram registrados apenas por sensores ópticos ou infravermelhos, que são mais propensos a reflexos de lente e artefatos de sensor.
Convergências com a tecnologia de drones
Diversas propriedades das esferas coincidem com a engenharia de drones convencionais. O tamanho é compatível com quadricópteros militares ou comerciais, e a ausência de escapamentos ou superfícies de controle visíveis é comum em modelos elétricos, cujos rotores giram rápido demais para serem captados por câmeras padrão.
O comportamento coordenado em enxames e a capacidade de evasão ao serem alvejados são funcionalidades típicas de sistemas controlados por inteligência artificial ou operadores remotos. Além disso, a transição entre meios (ar e água) já é objeto de pesquisas, como em programas híbridos UUV-UAS desenvolvidos na China. A concentração desses avistamentos em zonas de conflito reforça a hipótese de que se trate de tecnologias de forças adversárias.
Contradições técnicas e conclusões
Apesar das semelhanças, a hipótese de drones enfrenta obstáculos técnicos. A manutenção de velocidades supersônicas por objetos tão pequenos é incompatível com a engenharia atual de drones de hélice ou rotor. Caso as medições estejam corretas e não se trate de erro de sensor ou confusão com mísseis, tal desempenho superaria qualquer tecnologia conhecida.
Outro ponto divergente é a temperatura; drones elétricos costumam emitir calor via baterias e motores, não devendo aparecer como esferas frias, a menos que possuam um design inovador de camuflagem térmica. Já a variação na detecção por radar sugere que objetos com retorno intenso podem ter natureza distinta de drones de plástico ou compostos, que possuem baixa área de seção transversal do radar.
A conclusão mais provável é que não exista uma explicação única para todos os casos. A maioria das esferas de baixa velocidade e silenciosas ao radar seriam drones de fabricação humana, enquanto os registros de alta velocidade seriam erros de atribuição, onde mísseis ou aeronaves foram confundidos com enxames de drones.
Para definir se algum desses fenômenos pertence a uma classe de objetos de origem não humana, novas coletas de dados serão coordenadas entre o Governo dos Estados Unidos e o Conselho Consultivo Científico sobre FANI.