Antártica: áreas com depósitos de cobre, ouro e ferro poderiam ser expostas até 2300
Um estudo publicado na revista Nature Climate Change revelou que o aquecimento global está exposto áreas da Antártida com potencial minero, incluindo depósitos de cobre, ouro e ferro. A mudança climática está fazendo as geleiras se derretam mais rapidamente do que antes, expondo áreas antigas por milênios. Cerca de 22.500 quilômetros quadrados poderiam ficar livres de gelo até o ano de 2300
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A Antártida: um continente gelado esconde potencial minero em seu interior.
Um estudo recente publicado na revista Nature Climate Change revelou que o aquecimento global está expondo áreas da Antártida, que poderiam conter depósitos de cobre, ouro, ferro, prata e platina.
De acordo com os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, a mudança climática está fazendo com que as geleiras se derretam mais rapidamente do que antes. Isso significa que áreas antigas estão sendo expostas pela primeira vez em milênios.
Os cientistas calcularam que cerca de 22.500 quilômetros quadrados de terreno poderiam ficar livres de gelo até o ano de 2300, caso as mudanças climáticas continuem no seu atual ritmo. Em um cenário mais extremo, a área exposta poderia ultrapassar os 75.000 quilômetros quadrados.
A região que está sendo analisada é geologicamente semelhante à de outros continentes vizinhos e contém indícios de depósitos minerais significativos. Segundo Erica Lucas, autora do estudo, a Antártida tem uma geologia similar aos continentes que faziam parte do antigo supercontinente Gondwana.
A descoberta destes recursos é um grande desafio pois o Tratado da Antártida de 1959 proíbe mineração no continente. Mas, a partir de 2048, isso pode mudar e abrir espaço para futuros debates sobre gestão desses novos depósitos.
A exploração destas áreas é complicada por causa do clima extremo da Antártida e das condições difíceis no Oceano Austral. Além disso, a ruptura de grandes icebergs dificulta qualquer tentativa de operação industrial futura.
O estudo científico trouxe à tona o potencial minero do continente gelado da Antártida e as implicações que isso pode trazer para a gestão desses recursos.