Ciência

Aquamáquia: Nova Técnica Reduz Impacto Ambiental nos Funerais

12 de Março de 2026 às 18:19

A Aquamáquia foi legalizada na Escócia em 2 de março como alternativa à cremação tradicional. O método utiliza água e solução alcalina para decompor corpos, reduzindo emissões e consumo de energia em funerais. A aquamação promete uma pegada de carbono até 75% menor do que a cremação convencional

A Aquamáquia: Uma Nova Alternativa para os Funerais Mais Sustentáveis?

Em um mundo cada vez mais consciente sobre o impacto ambiental, uma nova técnica está ganhando destaque como alternativa à cremação tradicional. A aquamação, também conhecida como hidrólise alcalina, promete reduzir emissões e consumo de energia em funerais.

A Escócia foi um dos primeiros lugares a legalizar o método em 2 de março deste ano. O processo utiliza água e solução alcalina para decompor corpos, sem necessidade de fogo durante todo o procedimento. Isso significa que não há riscos de explosão ou contaminação do solo e lençol freático.

O corpo é colocado em um tubo metálico pressurizado e aquecido a uma temperatura entre 90 °C e 150 °C, mas sem entrar em ebulição. Durante cerca de quatro horas, os tecidos orgânicos se decompoem gradualmente, deixando apenas os ossos.

Depois disso, os ossos são secos e pulverizados em um cremulador, resultando em um pó fino com coloração branca. O líquido restante no tubo pode ser tratado antes de retornar ao sistema de água ou utilizado como fertilizante sem poluir o meio ambiente.

Um dos principais diferenciais da aquamação é a redução significativa do impacto ambiental, utilizando cerca de um sétimo da energia necessária para uma cremação convencional. Além disso, a pegada de carbono pode ser até 75% menor em comparação com o método tradicional.

A notoriedade internacional foi alcançada após o funeral do arcebispo Desmond Tutu, vencedor do Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid na África do Sul. Agora que a aquamação é oficialmente permitida na Escócia, espera-se que mais países sigam exemplo e adotem essa nova alternativa para funerais mais sustentáveis.

Ainda há muito a ser estudado sobre esse método inovador, mas uma coisa está clara: a aquamação tem o potencial de revolucionar como lidamos com os restos mortais. Com sua eficiência e baixo impacto ambiental, pode-se dizer que é um passo importante em direção a funerais mais responsáveis.

As primeiras experiências da aquamação já estão sendo realizadas nos Estados Unidos, Canadá e África do Sul. E agora, com o apoio oficial na Escócia, há esperança de que essa inovação seja adotada por outros países em breve.

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