Asteroide Apófis poderá ser visto a olho nu por grande parte da população mundial em 2029
O asteroide Apófis passará a 31.650 km da Terra em 13 de abril de 2029, podendo ser visto a olho nu por até 90% da população mundial. O corpo celeste de 450 metros de diâmetro será monitorado por telescópios e pela sonda OSIRIS-APEX. Cálculos descartam riscos de colisão com o planeta pelos próximos cem anos
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Na sexta-feira, 13 de abril de 2029, a Terra será palco de um evento astronômico raro, com a passagem do asteroide 99942, conhecido como Apófis. O corpo celeste orbitará o planeta a uma distância de aproximadamente 31.650 km, posicionando-se mais próximo da Terra do que centenas de outros objetos espaciais, inclusive a Lua.
O fenômeno permitirá que até 90% da população mundial observe a rocha a olho nu, algo inédito para a humanidade. O asteroide, que apresenta um formato semelhante a um amendoim e possui cerca de 450 metros de diâmetro, terá um brilho comparável ao das estrelas da Ursa Maior, movendo-se lentamente pelo céu.
Visibilidade e Observação
A janela de observação durará cerca de sete horas, embora a visibilidade dependa da trajetória do objeto, da ausência de poluição luminosa e de condições climáticas favoráveis. O evento terá início na Austrália e em grande parte da Ásia, abrangendo 4,5 bilhões de pessoas. No encerramento da passagem, outras 1,9 bilhão de pessoas poderão vê-lo no norte da África, Europa e leste da América do Sul.
O pico de visibilidade ocorrerá no meio da trajetória, quando cerca de 5,7 bilhões de habitantes do Oriente Médio, Ásia, Austrália, sul da Europa e leste da África poderão acompanhar o movimento. No horário de Brasília, o brilho máximo será atingido às 17h35, enquanto a maior aproximação do corpo celeste ocorrerá às 18h45.
Durante o trajeto, o Apófis exibirá fases semelhantes às da Lua: iniciará em uma fase minguante, com a maior parte iluminada pelo Sol, passará por um estado semi-iluminado e, por fim, ficará completamente escuro.
Monitoramento e Segurança
Embora o nome Apófis signifique "Deus do Caos" e o objeto tenha sido, no passado, considerado o asteroide com maior risco de colisão com a Terra, cálculos recentes descartam qualquer possibilidade de impacto para os próximos cem anos.
Havia a preocupação de que a gravidade terrestre pudesse alterar a órbita do asteroide durante a aproximação de 2029, o que poderia gerar um risco de colisão no retorno em 2036. No entanto, novas análises indicam que a passagem de 2029 será a única proximidade significativa; após essa data, a distância mínima entre o asteroide e o planeta será de 2,5 milhões de km.
Para aprofundar o conhecimento sobre o objeto, que orbita a Terra a cada 10,5 meses e se localiza entre as órbitas de Vênus e da Terra (provavelmente originado no cinturão principal entre Marte e Júpiter), diversas medidas serão tomadas:
- Missões Espaciais: A NASA enviará a sonda OSIRIS-APEX para sobrevoar o asteroide e analisar sua trajetória solar.
- Tecnologia de Radar: Radiotelescópios emitirão ondas de radar para definir com precisão o tamanho e as características da superfície da rocha.
- Observatórios Terrestres: Telescópios capturarão a luz refletida e o calor emitido pelo corpo celeste para refinar a análise de sua composição, especialmente para beneficiar regiões onde a visão a olho nu não será possível, como na América do Norte.