Astrólogos identificam "eco" cósmico de explosão extremamente energética em galáxia distante
Uma explosão cósmica inédita foi detectada em uma galáxia distante por um radiotelescópio na Austrália. O sinal, chamado ASKAP J005512-255834, é considerado o "eco" de uma explosão extremamente energética que ocorreu há tempo incerto. A equipe liderada pela astrônoma Ashna Gulati identificou a origem do fenômeno como provavelmente um colapso de estrela massiva ou buraco negro com massa intermediária
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Astrólogos detectaram uma explosão cósmica inédita em galáxia distante
Uma equipe de astrônomos, liderada por Ashna Gulati da Universidade de Sydney, descobriu um fenômeno que tem sido previsível desde a década passada: o "eco" deixado por explosões cósmicas extremamente energéticas. Esses eventos são conhecidos como estalidos de raios gama (GRB) e ocorrem quando estrelas massivas colapsam ou se fundem, dando origem a buracos negros.
O sinal detectado pelo radiotelescópio ASKAP na Austrália foi denominado ASKAP J005512-255834. Embora não tenha sido possível capturar o momento da explosão original, os cientistas conseguiram identificar seu rasto indireto: uma espécie de "eco" cósmico gerada pela interação com o ambiente.
Segundo Gulati, os GRB são explosões de energia que se manifestam como feixes estreitos e acompanham a formação de buracos negros. Se não estiverem voltados para a Terra, essas explosões podem passar completamente despercebidas. No entanto, o seu impacto no ambiente gera um brilho residual detectável.
O sinal destacou-se pelo comportamento incomum: aumentou rapidamente de brilho em semanas e emitiu ondas de rádio durante mais de 1.000 dias. A equipe conseguiu rastrear a origem do evento até uma pequena galáxia com intensa formação estelar, onde não ocorreu no centro galáctico.
Essa descoberta é crucial porque sugere que o fenômeno provavelmente se originou pelo colapso de uma estrela massiva e não por um buraco negro supermassivo. No entanto, os cientistas ainda consideram a possibilidade de um buraco negro de massa intermediária.
A equipe também destacou que essa descoberta confirma a existência desses "ecos" cósmicos e fornece uma nova ferramenta para estudar explosões até agora invisíveis. Com esse avanço, os astrônomos têm acesso a um modelo mais preciso para identificar futuros eventos semelhantes e compreender melhor os processos extremos do universo.
A equipe de cientistas ainda está trabalhando no estudo detalhado desse fenômeno, mas já é possível afirmar que essa descoberta abre novas perspectivas para a pesquisa astronômica.