Ciência

Astronauta da Nasa fotografa supertufão no Oceano Pacífico a partir da Estação Espacial Internacional

04 de Agosto de 2026 às 18:03

O astronauta Anil Menon fotografou o Supertufão Golfinho no Oceano Pacífico utilizando um iPhone a partir da Estação Espacial Internacional. O ciclone, que atingiu a categoria 5 em 2026, foi registrado no domingo (2) enquanto se deslocava para Okinawa, no Japão

Astronauta da Nasa fotografa supertufão no Oceano Pacífico a partir da Estação Espacial Internacional
Reprodução/X (@astro_anil)

Um registro fotográfico capturado pelo astronauta Anil Menon, da Nasa, revelou a magnitude de um tufão em formação sobre o Oceano Pacífico. A imagem, obtida no último domingo (2), foi realizada a partir da Cúpula da Estação Espacial Internacional (ISS), módulo desenvolvido pela Agência Espacial Europeia (ESA) que dispõe de sete janelas panorâmicas voltadas para a Terra.

A tempestade, que aparece como uma vasta espiral branca em contraste com as águas do Pacífico, demonstra a organização e a dimensão do fenômeno sob uma perspectiva impossível de ser alcançada por câmeras em solo. Embora não tenha sido oficialmente identificada pelo astronauta, a análise do portal Space.com indica que se trata do Supertufão Golfinho. Este foi o quinto ciclone tropical a atingir a categoria 5 em 2026, embora tenha perdido força recentemente, sendo rebaixado para a categoria 3 enquanto se desloca para a ilha de Okinawa, no Japão.

Tecnologia de imagem no espaço

A fotografia, feita com a câmera de um iPhone, evidencia a evolução dos registros espaciais na última década. O uso de smartphones por tripulações tem permitido a obtenção de imagens detalhadas do planeta e do cosmos.

Essa tendência foi observada também na missão Artemis II, na qual quatro astronautas da Nasa utilizaram iPhones para fotografar a Terra e a Lua. Além da função de captura de imagem, os aparelhos foram utilizados como espelhos para o barbear dos tripulantes durante a jornada.

Operação da Estação Espacial Internacional

A ISS funciona como um laboratório científico que orbita a Terra a 400 km de altitude, com dimensões semelhantes às de um campo de futebol. A estrutura viaja a cerca de 28 mil km/h, completando uma volta orbital a cada 90 minutos.

Desde o ano 2000, a estação abriga tripulações internacionais que conduzem experimentos em microgravidade nas áreas de tecnologia, física, biologia e medicina. Atualmente, sete astronautas residem e trabalham no complexo.

Apesar de sua relevância científica, a Nasa planeja desativar a ISS por volta de 2030, quando a estação atingirá o fim de sua vida útil. O protocolo prevê que a estrutura realize uma reentrada controlada na atmosfera, vindo a cair em uma área remota do Oceano Pacífico.

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