Ciência

Astronauta da Nasa registra desintegração de objeto luminoso na atmosfera sobre a África Ocidental

03 de Novembro de 2026 às 18:00 3 min de leitura

O astronauta Chris Williams registrou a desintegração de um objeto luminoso sobre a África Ocidental em 27 de abril, a partir da Estação Espacial Internacional. A Nasa informou que o fenômeno pode ter sido causado por um meteoro ou pela reentrada de detritos espaciais

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Astronauta da Nasa registra desintegração de objeto luminoso na atmosfera sobre a África Ocidental
NASA/Chris Williams

Um registro fotográfico realizado pelo astronauta da Nasa, Chris Williams, capturou a desintegração de um objeto luminoso na atmosfera terrestre no dia 27 de abril. O fenômeno foi observado enquanto o tripulante sobrevoava a região da África Ocidental a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

O evento ocorreu de forma incidental. Williams tentava localizar a nave de suprimentos russa Progress 95 na escuridão do espaço quando notou o rastro de luz, que cresceu e se fragmentou em diversas partes menores. As imagens revelam a evolução do processo em intervalos de 30 a 40 segundos: o que começou como um ponto luminoso desenvolveu uma cauda alongada até se dividir em fragmentos com tonalidade alaranjada.

Hipóteses sobre a origem do objeto

A Nasa esclareceu, em comunicado emitido em maio, que o clarão não teve relação com a Progress 95, que realizou a acoplagem na estação na mesma data, conforme o cronograma. A agência espacial considera que o fenômeno pode ter sido causado por um meteoro ou pela reentrada de detritos espaciais, como um satélite ou um estágio de foguete.

Existe a possibilidade de que o astronauta tenha visto a reentrada de componentes do foguete Soyuz, responsável pelo lançamento da nave de abastecimento. Após a missão de catapultar a Progress 95, partes do propulsor podem ter retornado à atmosfera, sendo consumidas pelo calor. No entanto, a identificação definitiva é complexa, pois a ausência de dados precisos sobre a direção da câmera dificulta a distinção entre um objeto artificial e um corpo celeste.

O processo de reentrada atmosférica

A luminosidade observada é resultado do arrasto atmosférico. Quando um objeto em órbita atinge camadas mais densas da atmosfera, a compressão do ar gera um aquecimento intenso, levando os materiais a derreter, romper e vaporizar. Esse mecanismo é comum tanto a meteoros quanto a fragmentos de lixo metálico, que entram na atmosfera terrestre em toneladas diariamente, criando as chamadas bolas de fogo.

Riscos e impactos ambientais

A desintegração de objetos artificiais acontece geralmente a cerca de 80 km de altitude. Embora a maioria dos detritos seja vaporizada, alguns fragmentos podem atingir a superfície. Um exemplo ocorreu em março de 2024, quando baterias descartadas da ISS caíram em uma residência nos Estados Unidos.

Além do risco físico, a vaporização de espaçonaves gera consequências químicas. Foi detectado um aumento de metais na atmosfera superior, e cientistas investigam como a presença desses materiais impacta o campo magnético terrestre e a camada de ozônio.

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