Astronautas chineses relatam ruídos inexplicáveis durante missões espaciais em órbita da Terra
Yang Liwei e tripulantes de missões chinesas em 2005 e 2008 relataram ruídos incomuns durante voos espaciais. Especialistas e o astronauta sugeriram causas como variações de temperatura, impactos físicos, pressão atmosférica ou liberação de ar. Nenhuma das hipóteses foi confirmada
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2Fe1a%2F343%2F058%2Fe1a34305842edda4f3e2f75350df88d8.jpg)
Durante a missão Shenzhou 5, em 2003, Yang Liwei, o primeiro astronauta chinês a orbitar a Terra, registrou a percepção de um ruído incomum, descrito como o som de um martelo de madeira atingindo um balde de metal. O fenômeno intrigou a comunidade científica devido à impossibilidade de propagação de ondas sonoras no vácuo espacial, a ausência de um meio de transporte para o som.
O astronauta relatou que a origem do barulho não poderia ser localizada nem dentro nem fora da cápsula, e as tentativas de reproduzir o som após o retorno ao planeta foram infrutíferas. O episódio não foi isolado, pois tripulantes de missões chinesas realizadas em 2005 e 2008 descreveram experiências semelhantes, levando Yang a tranquilizar seus sucessores sobre a ocorrência desses "golpes fantasmas" durante os voos.
Para tentar explicar a anomalia, Wee-Seng Soh sugeriu que a estrutura metálica da nave poderia ter sofrido expansões e contrações causadas por variações bruscas de temperatura em órbita, resultando em ruídos internos. Já o professor Goh Cher Hiang, da Universidade Nacional de Singapura, considerou a possibilidade de um impacto físico contra a embarcação, embora tenha classificado a ideia como especulativa.
Anos mais tarde, o próprio Yang Liwei propôs que a redução da pressão atmosférica durante a travessia da atmosfera poderia ter alterado a cápsula, gerando os ruídos. Ele também considerou que a liberação de ar de objetos no interior da nave poderia ter provocado a vibração. Nenhuma dessas hipóteses, contudo, foi confirmada com precisão, mantendo o relato como um enigma da exploração espacial.