Ciência

Astrônomos confirmam existência de super-Terra orbitando estrela anã vermelha

16 de Março de 2026 às 09:08

Astrônomos confirmaram recentemente a existência de uma super-Terra orbitando o estrela anã vermelha TOI-1080, localizada 83 anos-luz da Terra. O planeta, chamado TOI-1080 b, tem dimensões ligeiramente maiores que as da Terra e completa uma volta ao redor de sua estrela em menos de quatro dias. Ele orbita dentro da zona habitável da estrela hospedeira

Astrônomos confirmaram recentemente a existência de uma super-Terra orbitando o estrela anã vermelha TOI-1080, localizada cerca de 83 anos-luz da Terra. A descoberta foi liderada pela pesquisadora Yilen Gómez Maqueo Chew, da Universidade Nacional Autônoma do México.

Os astrônomos detectaram um trânsito causado por um planeta passando diante da estrela hospedeira durante observações com o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS). As medições posteriores realizadas a partir da Terra confirmaram que o sinal correspondia, na verdade, a um planeta.

O novo mundo recebeu o nome TOI-1080 b e apresenta dimensões ligeiramente superiores às da Terra. Ele completa uma volta ao redor de sua estrela em menos de quatro dias. Os astrônomos também estimaram que a temperatura do planeta seja cerca de 368 K, sugerindo uma faixa relativamente quente.

Uma das características mais interessantes sobre o TOI-1080 b é a possibilidade da presença de atmosferas específicas ainda não confirmadas. Alguns especialistas consideram a hipótese de que ele tenha uma atmosfera dominada por dióxido de carbono, enquanto outros pensam em uma camada densa rica em oxigênio.

A super-Terra orbita dentro da zona habitável da estrela hospedeira. Essa região é onde as condições podem permitir a existência de água líquida na superfície do planeta, mas os astrônomos ressaltam que a presença de uma atmosfera adequada ainda precisa ser confirmada por observações futuras.

Os dados também indicaram limites fortes para a presença de outros planetas próximos ao TOI-1080 b. A análise dos sinais adicionais nos dados coletados pelo TESS descartou a possibilidade da existência de planetas com diâmetro superior a 1,4 raios terrestres em órbitas mais longas.

Essa descoberta amplia o catálogo de planetas identificados pelo TESS e reforça a importância do estudo desses corpos celestes para entender melhor as condições necessárias para a vida no universo.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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