Ciência

Astrônomos descobrem exoplaneta rochoso orbitando estrela a apenas 91,8 anos-luz de distância

29 de Março de 2026 às 18:32

A equipe internacional de astrônomos liderada por Francis Zong Lang descobriu um exoplaneta chamado TOI-4616 b que orbita a estrela anã TOI-4616. O planeta é considerado rochoso e tem cerca de 1,22 raios terrestres em tamanho, com uma massa estimada entre 1,5 e 3 massas terrestres. A equipe planeja usar o Telescópio Espacial James Webb para detectar as características atmosféricas do planeta

Astrônomos descobrem exoplaneta rochoso orbitando estrela a apenas 91,8 anos-luz de distância
F. Zong Lang et al

A equipe internacional de astrônomos liderada por Francis Zong Lang descobriu um exoplaneta chamado TOI-4616 b, que orbita uma estrela anã chamada TOI-4616. A descoberta foi feita com base em dados do TESS (Satélite de Pesquisa de Exoplanetas da NASA), lançado em 2018 e responsável por escanear cerca de 200 mil das estrelas brilhantes mais próximas ao Sol.

A equipe observou que a estrela TOI-4616, localizada a apenas 91,8 anos-luz da Terra, apresentava um sinal de trânsito com um período de 1,5 dias. Com base nessa informação e em combinação com dados coletados por múltiplos métodos (fotometria do TESS, observações de trânsito na Terra e imagens de alta resolução), os astrônomos confirmaram a natureza planetária desse sinal.

Os detalhes sobre o TOI-4616 b são fascinantes. Com cerca de 1,22 raios terrestres em tamanho e uma massa estimada entre 1,5 e 3 massas terrestres, ele é considerado um mundo rochoso que orbita sua estrela hospedeira a cada 37,2 horas.

A análise sugere também que o exoplaneta tenha perdido seu envelope primordial de hidrogênio/hélio. Agora, os astrônomos planejam usar o método de espectroscopia de transmissão do Telescópio Espacial James Webb para detectar as características atmosféricas desse planeta.

A importância da descoberta e estudo desses sistemas é enorme. A equipe espera que a combinação entre TOI-4616 b e sua anã vermelha possa servir como um modelo de referência para futuros estudos comparativos sobre planetas terrestres em torno das anãs vermelhas intermediárias, contribuindo significativamente para o entendimento da formação e evolução desses sistemas.

Com informações de Revista Galileu

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