Autópsia de baleia-jubarte na Dinamarca não determina a causa da morte do animal
A autópsia da baleia-jubarte Timmy, encontrada morta na Dinamarca, confirmou que o animal era fêmea e não determinou a causa do óbito. Amostas de órgãos foram coletadas para análise laboratorial e partes do esqueleto serão integradas ao Museu de História Natural de Copenhague
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A autópsia da baleia-jubarte conhecida como Timmy, encontrada morta na ilha de Anholt, na Dinamarca, confirmou que o animal era uma fêmea e que não esteve grávida recentemente. O procedimento, finalizado na noite de quinta-feira (04/06), não conseguiu determinar a causa exata da morte, embora tenha identificado a presença de parasitas nos rins, que foram descartados como fator determinante para o óbito. Também não foram encontrados objetos ou redes de pesca no estômago ou na boca do animal.
Devido ao estado avançado de decomposição, inchaço por gases e alteração na coloração do corpo, a equipe técnica utilizou roupas de proteção para realizar a análise externa e a posterior abertura da carcaça. A ausência de lesões evidentes é considerada comum em casos de decomposição severa. Para aprofundar a investigação, foram coletadas amostras de rins e fígado, cujos resultados laboratoriais podem demorar meses para serem concluídos.
A bióloga Charlotte Bie Thostesen ressaltou que encalhes proporcionam oportunidades raras de estudo, já que as baleias-jubarte são difíceis de analisar em mar aberto. Como parte desse processo científico, estruturas pélvicas e ossos das nadadeiras serão integrados ao acervo do Museu de História Natural de Copenhague. Os demais resíduos foram removidos da praia na manhã de sexta-feira com auxílio de equipamentos pesados e contêineres, com transporte final previsto para os próximos dias por empresas especializadas.
O caso de Timmy teve repercussão internacional após o animal ser avistado em março de 2026 na costa da Alemanha, no Mar Báltico, região distante de seu habitat natural no Atlântico. Após semanas presa em águas rasas e apresentando fraqueza, a baleia foi alvo de uma operação de resgate financiada por milionários, que a transportou em uma barcaça até o Mar do Norte. A liberação ocorreu no início de maio, a 70 quilômetros da costa dinamarquesa.
Apesar da intervenção, a sobrevivência era improvável devido ao desgaste físico e ao tempo prolongado em águas rasas. Poucos dias depois da soltura, o animal foi localizado morto, e a identidade foi confirmada por um dispositivo de rastreamento. O episódio fomentou debates entre cientistas sobre a viabilidade de resgates desse tipo e evidenciou os riscos que a espécie enfrenta, como a poluição sonora, a pesca intensiva e as mudanças climáticas.