Calor provoca dilatação térmica e altera as dimensões da estrutura da Torre Eiffel
A Torre Eiffel sofre expansão e deslocamento lateral do topo devido à dilatação térmica do ferro pudlado em dias de calor. A variação da altura, estimada em até 13 centímetros, depende da dimensão da estrutura, da amplitude térmica e do coeficiente do material
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/B/B/YIjwRlSbOpxVcWBkyw6w/2026-06-23t162403z-24911831-rc2szla8x0x6-rtrmadp-3-europe-weather-france.jpg)
A estrutura da Torre Eiffel, composta majoritariamente por ferro pudlado, sofre alterações dimensionais em resposta a variações térmicas, fenômeno conhecido como dilatação térmica. Durante ondas de calor, como a registrada recentemente na França, o aquecimento do metal provoca um aumento no espaçamento entre as partículas do material, resultando na expansão da estrutura.
Embora circulem informações de que o monumento teria crescido exatamente 10 centímetros durante o período de altas temperaturas, esse número é uma estimativa baseada em cálculos e propriedades do material, e não uma medição técnica realizada em tempo real. A administração da torre mantém uma postura cautelosa, indicando que o calor pode alterar as dimensões em alguns milímetros e causar pequenos deslocamentos no topo.
A variação da altura depende de três fatores principais: a dimensão inicial da estrutura, a amplitude da mudança de temperatura e o coeficiente de dilatação do material utilizado. No caso da Torre Eiffel, que possui cerca de 330 metros de altura incluindo a antena, a dilatação é amplificada pela escala do monumento. Além disso, a temperatura do metal pode superar significativamente a temperatura do ar; em dias de sol intenso, uma face da estrutura pode atingir aproximadamente 60°C, mesmo com termômetros urbanos registrando valores inferiores.
Um cálculo simplificado, considerando uma temperatura inicial de 25°C, sugere que a variação poderia chegar a cerca de 13 centímetros. No entanto, a precisão desse dado é complexa, pois a torre não é uma barra uniforme, mas um conjunto de milhares de peças, vigas e rebites que absorvem calor de formas distintas. Fatores como a incidência solar, a velocidade do vento e a geometria do monumento criam gradientes térmicos, onde a base e o topo, ou áreas ensolaradas e sombreadas, apresentam temperaturas diferentes.
O aquecimento desigual também provoca um deslocamento lateral do topo da torre. Como a face voltada para o sol se dilata mais do que a face na sombra — podendo haver uma diferença entre 60°C-65°C de um lado e 40°C-45°C do outro —, a estrutura inclina-se levemente para o lado oposto ao sol, embora o movimento seja imperceptível a olho nu.
Essas oscilações, que incluem a contração do metal em dias frios, são previstas pela engenharia e não oferecem riscos à estabilidade do monumento. O mesmo princípio de dilatação e contração é aplicado em outras obras de infraestrutura, como nos fios de redes elétricas e nas juntas de dilatação de pontes, a exemplo da Ponte Rio-Niterói.