Caverna selada há 40.000 anos revela segredos dos neandertais em Gibraltar
Cientistas encontraram uma caverna selada há 40.000 anos no Penhasco de Gibraltar, durante intervenção liderada pelo Museu Nacional de Gibraltar. A câmara continha restos de lince, hiena e abutre, além de conchas marinas preservados em excelente estado. O local é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 2016
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Cientistas descobrem caverna selada há 40.000 anos em Gibraltar, revolucionando entendimento dos neandertais
Um grupo de pesquisadores liderados pelo Museu Nacional de Gibraltar conseguiu acessar uma caverna inédita no Penhasco de Gibraltar, na face oriental do complexo de Gorham. A intervenção permitiu a localização da câmara escondida e que permanecia isolada por milênios em Vanguard.
A equipe detectou uma cavidade atrás de uma camada espessa de sedimentos e ao remover essa cobertura, surgiu uma câmara fechada há pelo menos 40.000 anos. Dentro dela foram encontrados ossos pertencentes a lince, hiena e abutre juntamente com conchas grandes marinhos.
A preservação dos restos é notável, pois eles não apresentavam sinais de arrasto ou alterações naturais, o que torna essa câmara um local de grande valor científico. O excelente estado de conservação permite uma visão mais clara sobre a ocupação neandertal na área.
O conjunto foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2016 e inclui cavernas como Gorham, Vanguard, Hyaena e Bennett. Em campanhas anteriores foram encontrados utensílios musteriense e restos de fauna com mais de 39.000 anos.
Essa descoberta não responde definitivamente à questão sobre a desaparecimento dos neandertais na região, mas proporcionará um registro intacto que permitirá reavaliar as datações e aumentar o conhecimento como eles viviam nos últimos grupos da Península Ibérica.