Cérebro utiliza o mesmo circuito neural para criar vínculos com pessoas reais e personagens fictícios
O cérebro humano utiliza o mesmo circuito neural para criar vínculos com pessoas reais e personagens de ficção, gerando relações parassociais. O encerramento de narrativas em séries, livros ou jogos pode causar a depressão pós-série ou pós-jogo, estado de luto comparável a términos afetivos
O cérebro humano utiliza o mesmo circuito neural para criar vínculos com pessoas reais e com personagens de ficção. Esse mecanismo resulta no desenvolvimento de relações parassociais, fenômeno que gera a sensação de proximidade e amizade com artistas, criadores de conteúdo ou figuras fictícias.
O impacto do encerramento de narrativas
Quando uma obra chega ao fim, a mente processa a perda de forma semelhante a um término de relacionamento ou a um falecimento, desencadeando um estado de luto. Esse processo é conhecido como depressão pós-série, termo que não se refere a uma depressão clínica, mas a um sentimento de vazio após a conclusão de uma história acompanhada por longo período.
Essa reação pode levar o indivíduo a fases de negação, manifestadas pelo hábito de reassistir a obra integralmente diversas vezes.
Extensão para outras mídias
O fenômeno não se limita a produções audiovisuais, ocorrendo também com o término de livros, carreiras ou jogos eletrônicos. Um estudo recente identificou a depressão pós-jogo, descrevendo um sentimento que pode ser tão intenso que gera receio em iniciar novas experiências. Esse estado é comparado à dificuldade de quem encerra um relacionamento afetivo e hesita em retomar a vida de solteiro.