Céu do Brasil terá pico da chuva de meteoros Orionídeas nesta quarta-feira
O pico da chuva de meteoros Orionídeas, causada por detritos do cometa Halley, ocorre nesta quarta-feira (21) com possibilidade de 20 ou mais meteoros por hora. O fenômeno é visível em todo o Brasil a olho nu, especialmente entre o ocaso da Lua e o amanhecer. As regiões Norte e Nordeste apresentam as condições de observação mais favoráveis
Fragmentos deixados pelo cometa Halley em órbitas passadas pelo Sistema Solar darão origem a um espetáculo visual no céu brasileiro nesta quarta-feira (21). O evento marca o pico da chuva de meteoros Orionídeas, fenômeno que ocorre anualmente em outubro quando a Terra atravessa a trilha de partículas e poeira dispersa pelo cometa.
De acordo com a Organização Internacional de Meteoros (IMO), a atividade pode atingir a marca de 20 ou mais meteoros por hora em cenários de observação ideais. Os detritos, que muitas vezes possuem a dimensão de pequenos grãos de areia ou pedregulhos, atingem a atmosfera terrestre a uma velocidade de aproximadamente 66 quilômetros por segundo. Essa rapidez, uma das maiores registradas em chuvas de meteoros anuais, é a responsável pelos riscos luminosos e, ocasionalmente, por rastros que permanecem visíveis por alguns segundos.
Dinâmica do fenômeno e visibilidade
As Orionídeas são um dos dois eventos anuais causados pelos resíduos do cometa Halley, que leva cerca de 76 anos para completar sua translação ao redor do Sol e retornará à região da Terra apenas em 2061. O outro evento ocorre em maio, com as Eta Aquáridas.
Para a observação nesta quarta-feira, a luz da Lua poderá interferir na visualização dos meteoros menos brilhantes. Por isso, o período ideal para a contemplação ocorre entre o ocaso da Lua e o início do amanhecer. Os horários estimados para cada região são:
- Recife (PE): entre 1h20 e 3h43;
- Fortaleza (CE): entre 1h31 e 4h02;
- Rio de Janeiro (RJ): entre 2h09 e 3h57;
- São Paulo (SP): entre 2h24 e 4h10;
- Porto Alegre (RS): entre 2h51 e 4h16.
As condições de observação são mais favoráveis nas regiões Norte e Nordeste, onde o ponto de origem dos meteoros fica posicionado mais alto no céu e a janela de tempo sem a interferência lunar é maior.
Orientações para observação
O fenômeno pode ser acompanhado em todo o território nacional a olho nu, sem a necessidade de binóculos ou telescópios, equipamentos que, por limitarem o campo de visão, podem prejudicar a experiência. A recomendação é buscar locais com baixa iluminação artificial e horizonte amplo.
Embora os meteoros pareçam irradiar da constelação de Órion — identificável pelas Três Marias, que após a meia-noite se posicionam entre o leste e o nordeste — eles podem surgir em qualquer parte do céu.
A atividade das Orionídeas permanece ativa até o começo de novembro, embora a frequência de meteoros tenda a cair após o pico registrado nesta semana.