Ciência

China estabelece conexão bidirecional entre satélite e estação terrestre com taxas de 1 gigabit por segundo

06 de Março de 2026 às 09:10

Pesquisadores chineses estabeleceram conexão bidirecional entre satélite em órbita geossíncrona e estação terrestre, com taxa de transmissão de até 1 gigabit por segundo. O experimento foi realizado pelo Instituto de Óptica e Eletrônica da Academia Chinesa de Ciências e durou mais de três horas sem interrupções. Esse resultado é considerado um avanço significativo em relação aos testes realizados anteriormente em altitudes mais baixas

Pesquisadores chineses alcançaram um marco importante na área da comunicação espacial ao estabelecer uma conexão bidirecional entre um satélite em órbita geossíncrona e uma estação terrestre, com taxas de transmissão de até 1 gigabit por segundo. O experimento foi realizado pelo Instituto de Óptica e Eletrônica da Academia Chinesa de Ciências, em parceria com a Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim e outras instituições.

A conexão foi estabelecida entre um observatório na província de Yunnan, no sudoeste do país, e o satélite geossíncrono. O sistema conseguiu operar em uplink (envio de dados da Terra para o satélite) e downlink (recepção de dados pelo satélite), com a mesma taxa de 1 gigabit por segundo.

O tempo necessário para iniciar a ligação foi apenas quatro segundos, e o canal de comunicação permaneceu aberto por mais de três horas sem interrupções. Esse resultado é considerado um avanço significativo em relação aos testes realizados anteriormente em altitudes mais baixas.

A estabilidade do feixe e a rapidez de apontamento são fatores decisivos para a comunicação óptica por laser, pois qualquer desvio pode interromper a transmissão. O experimento chinês demonstrou que é possível manter uma conexão estável e duradoura em órbitas altas, o que abre caminho para aplicações futuras em missões espaciais mais complexas.

A pesquisa nessa área avança em duas direções principais: a elevação dos picos de velocidade no downlink e a construção de enlaces bidirecionais estáveis, duradouros e em tempo real. O teste chinês se concentra na segunda frente, demonstrando que é possível manter uma conexão estável e duradoura em órbitas altas.

O resultado divulgado pela China reforça a importância da construção de infraestrutura para operações mais sofisticadas fora da órbita baixa. Com essa capacidade, satélites podem participar de redes com resposta mais rápida, maior volume de dados e potencial de apoio a missões científicas e estratégicas em distâncias cada vez maiores.

A comunicação a laser ganhou espaço no setor espacial nos últimos anos por oferecer taxas elevadas de transmissão e menor dispersão do sinal em comparação com sistemas tradicionais de radiofrequência. O experimento chinês se soma à corrida tecnológica, deslocando o foco para a órbita alta, onde a demanda por estabilidade tende a ser ainda mais crítica em redes integradas entre Terra e espaço.

A partir dessa capacidade, satélites podem participar de redes com resposta mais rápida, maior volume de dados e potencial de apoio a missões científicas e estratégicas em distâncias cada vez maiores. Além disso, o experimento chinês serviu para validar a capacidade de comunicação de espaço profundo das estações terrestres envolvidas.

Esse resultado é considerado um marco importante na área da comunicação espacial e abre caminho para aplicações futuras em missões espaciais mais complexas.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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