China usará inteligência artificial e robótica em projeto de arqueologia submarina entre 2026 e 2030
A China implementará, entre 2026 e 2030, um projeto de arqueologia submarina com inteligência artificial, robótica e análise de DNA antigo. A iniciativa coordenada pela Administração Nacional do Patrimônio Cultural focará na Rota Marítima da Seda e prevê a criação de um laboratório e de um museu em Qingdao
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A China implementará, entre 2026 e 2030, um projeto de arqueologia submarina que integra inteligência artificial, robótica de profundidade e análise de DNA antigo. A iniciativa, coordenada pela Administração Nacional do Patrimônio Cultural, busca localizar tesouros e reconstruir a trajetória histórica do país por meio da exploração de naufrágios e sítios milenares.
Tecnologia e Exploração Submarina
O foco central da operação será a investigação das rotas comerciais da Rota Marítima da Seda. Para isso, serão desenvolvidos robôs submarinos projetados para atuar em grandes profundidades, permitindo a recuperação de artefatos arqueológicos com alta fragilidade.
A relevância desse tipo de achado é exemplificada pelo Nanhai No. 1, um navio mercante do século XII que forneceu dados cruciais sobre as trocas comerciais ocorridas durante a dinastia Song.
Reconstrução Digital e Genética
Além da coleta física, o projeto utilizará modelos de inteligência artificial e processamento de grandes volumes de dados. Essa tecnologia será aplicada para:
- Identificar fragmentos de cerâmica;
- Relacionar peças que estejam dispersas;
- Realizar a reconstrução digital de objetos danificados.
Esse método permite a análise da aparência original dos itens sem a necessidade de intervenção física nos materiais. Paralelamente, a aplicação de técnicas de DNA antigo será utilizada para mapear os movimentos migratórios das populações que habitaram a Ásia há milhares de anos.
Infraestrutura e Cooperação Internacional
Para sustentar a operação, a China planeja a criação de um laboratório arqueológico nacional e a fundação do Museu Nacional de Arqueologia Marítima, localizado em Qingdao.
No campo diplomático e científico, o governo prevê expandir parcerias com a Grécia, Egito, Tunísia e Arábia Saudita. A eficácia do projeto, contudo, estará condicionada ao estado de conservação dos vestígios encontrados e à precisão das interpretações científicas.