Chuva de meteoros pode ter até 25 fragmentos por hora nesta sexta-feira
A Agência Espacial Brasileira informa que o pico de uma chuva de meteoros ocorre na madrugada desta sexta-feira (31), com até 25 fragmentos por hora. O fenômeno é visível a olho nu, especialmente entre 1h30 e 2h, em locais com baixa poluição luminosa
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/N/U/gLdzaBQBODoUH1bxQj5Q/whatsapp-image-2026-07-28-at-11.24.23.jpeg)
A madrugada de sexta-feira (31) marca o pico de uma chuva de meteoros, com a possibilidade de visualização de até 25 fragmentos por hora. A informação é da Agência Espacial Brasileira (AEB), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Observação e visibilidade
O período ideal para acompanhar o evento ocorre entre 1h30 e 2h da manhã. Para maximizar a experiência, recomenda-se a busca por locais escuros, afastados da poluição luminosa urbana, permitindo a observação de uma área ampla do céu.
Embora a Lua cheia possa dificultar a detecção de meteoros menos intensos devido ao brilho lunar, o fenômeno permanece visível a olho nu, dispensando o uso de binóculos ou telescópios. O astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do projeto Exoss e membro da Sociedade Brasileira de Astronomia, ressalta que os fragmentos mais brilhantes ainda devem ser perceptíveis.
Para quem deseja registrar as imagens, a orientação é direcionar a câmera para regiões distantes da luminosidade da Lua, utilizando ISO elevado e exposições prolongadas de aproximadamente 10 segundos. Devido à variação natural da atividade, o pico do fenômeno pode se estender entre as madrugadas de quinta para sexta e de sexta para sábado.
Dinâmica do fenômeno
As chuvas de meteoros, conhecidas como estrelas cadentes, ocorrem anualmente quando a Terra atravessa regiões espaciais com detritos deixados por asteroides ou cometas. No Hemisfério Sul, a atividade principal deste período é a Delta Aquáridas do Sul. No entanto, também é possível observar a Alfa Capricornídeos, que se caracteriza por trajetórias mais lentas e eventuais colorações, além das Perseidas, que iniciam sua atividade nesta época.
A luminosidade observada da superfície é resultado do aquecimento intenso de partículas minúsculas — muitas vezes do tamanho de um grão de areia — ao entrarem na atmosfera terrestre. A velocidade dessas partículas varia entre 40 mil km/h e 260 mil km/h (11 a 72 km/s), dependendo da trajetória.
Classificação e duração
Na maioria das vezes, o rastro luminoso dura entre 0,2 e 1 segundo. Contudo, fragmentos que entram na atmosfera em ângulos mais rasos ou que possuem brilho excepcional são classificados como bólidos, podendo permanecer visíveis por vários segundos. Um meteoro é considerado um bólido quando sua luminosidade supera a do planeta Vênus.
Próximos eventos astronômicos
Uma nova oportunidade de observação ocorrerá em 12 de agosto, com o pico das Perseidas, fenômeno que terá maior visibilidade nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Na mesma data, partes da Europa poderão acompanhar um eclipse solar total.