Ciência

Cientista brasileira assume cargo de vice diretora-geral de ciências da Unesco pela primeira vez

29 de Setembro de 2026 às 18:00 2 min de leitura

A cientista Denise Pires de Carvalho assumirá o cargo de Vice Diretora-Geral de Ciências da Unesco, sendo a primeira brasileira na função desde 1945. A nomeação baseou-se em sua experiência em gestão de pesquisa e cooperação científica internacional

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Cientista brasileira assume cargo de vice diretora-geral de ciências da Unesco pela primeira vez
© FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

A cientista Denise Pires de Carvalho assumirá, nos próximos dias, a função de Vice Diretora-Geral de Ciências da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A nomeação marca a primeira vez que um representante do Brasil ocupa este cargo desde a fundação da ONU, em 1945.

A escolha da Unesco fundamentou-se na trajetória de Carvalho em gestão de pesquisa, liderança e avaliação de programas de cooperação científica internacional. A organização ressaltou que a atuação da cientista contempla a governança institucional inclusiva, a igualdade de gênero e o acesso equitativo às dimensões sociais da ciência.

Trajetória acadêmica e gestão pública

Médica com mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho é professora titular do departamento de Biofísica da mesma instituição, onde se tornou a primeira mulher a ocupar a reitoria, em 2019.

No âmbito governamental, atuou como Secretária de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) entre 2023 e 2024, assumindo a presidência da Capes em fevereiro de 2024. Atualmente, ela também preside o Conselho Científico do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), na França, e integra redes de cooperação acadêmica globais e regionais.

Visão sobre desenvolvimento e cooperação

Durante sua gestão na Capes, Carvalho priorizou a internacionalização dos programas de pós-graduação brasileiros, com foco na interação sul-sul, expandindo a cooperação com países da África, América Latina e Caribe.

A cientista defende que o investimento em ciência e a manutenção de universidades são pilares indispensáveis para a independência e o desenvolvimento de qualquer nação, especialmente para os países mais pobres. Para ela, o progresso do Brasil está condicionado ao fortalecimento do setor científico, seguindo o modelo das nações mais desenvolvidas do mundo.

Com informações de Agência Brasil

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