Combinação de sono e atividade física reduz risco de infarto em 57% segundo estudo internacional
Um estudo publicado na revista "European Journal of Preventive Cardiology" identificou padrão de sono e atividade física ideal para proteger o coração. A combinação entre dormir 8 a 9 horas por noite, praticar pelo menos 42 minutos diários de atividade física e consumir mais vegetais pode reduzir em dez por cento o risco de eventos cardiovasculares graves. O estudo sugere que pequenos ajustes nos hábitos podem ter um grande impacto na saúde cardiovascular
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Um estudo publicado na revista "European Journal of Preventive Cardiology" trouxe à luz uma verdade simples e subestimada: dormir mais pode ser o primeiro passo em direção a uma vida mais saudável. Com base em dados de 53 mil adultos, os pesquisadores identificaram um padrão que combina sono adequado com atividade física regular para proteger o coração.
A equipe internacional, formada por especialistas da Austrália, Chile e Brasil, analisou informações obtidas por meio de dispositivos vestíveis como smartwatches. Eles combinaram esses dados com os hábitos alimentares relatados pelos participantes do Biobank do Reino Unido. Durante oito anos, foram registrados 2 mil eventos cardiovasculares, incluindo infartos e AVCs.
Os cientistas identificaram uma combinação ideal de comportamentos: dormir entre oito e nove horas por noite e praticar pelo menos 42 minutos diários de atividade física. No entanto, eles também calcularam uma versão mais acessível para a população em geral. A "combinação de hábitos relevantes clinicamente" inclui dormir apenas 11 minutos a mais por noite, adicionar quatro e meio minutos de caminhada rápida ao dia e consumir cerca de cinquenta gramas a mais de vegetais.
De acordo com o estudo, essa combinação pode reduzir em dez por cento o risco de ter um evento cardiovascular grave. Quando esses hábitos saudáveis são combinados, o benefício aumenta significativamente: a probabilidade de ter um infarto ou AVC é reduzida em cinquenta e sete por cento.
O Dr. Nicholas Koemel enfatizou a importância prática do achado: "Mostramos que combinar pequenos ajustes pode ter um impacto grande na nossa saúde cardiovascular". Ele acredita que essas mudanças são mais realistas e sustentáveis do que grandes alterações em um único hábito. O estudo reforça também a ideia de que o sono não deve ser visto apenas como um fator secundário na prevenção cardiovascular.
Os autores planejam desenvolver ferramentas digitais para ajudar as pessoas a introduzir mudanças positivas em seu estilo de vida e consolidar hábitos saudáveis. A avaliação externa também foi positiva, com especialistas destacando que essas pequenas mudanças podem ter um impacto significativo na saúde do coração.