Ciência

Cometa Muito Antigo Cruzando Sistema Solar, Despertando Curiosidade de Cientistas

13 de Março de 2026 às 12:06

Um objeto celestial extremamente antigo está cruzando o sistema solar, tendo sido identificado como um cometa chamado 3I/ATLAS há cerca de um ano. De acordo com observações realizadas pelo telescópio espacial James Webb, ele pode ter se formado entre 10 e 12 bilhões de anos atrás. As análises indicam que o cometa tem composição química diferente da dos objetos do sistema solar

Um objeto celestial extremamente antigo está cruzando o sistema solar, levantando a curiosidade de cientistas e especialistas em astronomia. O cometa 3I/ATLAS, identificado como um visitante interestelar há cerca de um ano, tem sido estudado por equipes internacionais para entender sua composição e origem.

As observações realizadas pelo telescópio espacial James Webb indicam que o 3I/ATLAS pode ter se formado há entre 10 a 12 bilhões de anos. Esse período é considerado extremamente antigo, pois supera significativamente a idade da Terra (aproximadamente 4,5 bilhões de anos) e do sistema solar (formado há cerca de 4,6 bilhões de anos). Além disso, essa estimativa se aproxima à idade da Via Láctea (13.6 bilhões de anos) e ao universo como um todo (aproximadamente 13.8 bilhões de anos).

Os cientistas utilizaram as características do cometa para determinar sua composição química. A análise dos gases emitidos pelo 3I/ATLAS revelou níveis elevados de deutério, um isótopo mais pesado do hidrogênio, e proporções anormais de carbono em relação ao observado nos objetos do sistema solar.

Esses dados sugerem que o cometa se formou em um ambiente estelar diferente. Romain Maggiolo, pesquisador do Instituto Real Belga de Aeronomia Espacial, afirma que as características químicas indicam que o 3I/ATLAS pode ter surgido há cerca de 10 a 12 bilhões de anos em outra região da Via Láctea.

Além disso, os estudos mostraram que o cometa se formou em um ambiente extremamente frio. As estimativas apontam temperaturas em torno de 30 kelvins (aproximadamente -243 graus Celsius), sugerindo que ele pode ter surgido dentro de um disco protoplanetário denso e protegido.

As moléculas voláteis presentes no cometa também podem fornecer pistas sobre processos químicos ocorridos nos primeiros sistemas planetários da Via Láctea. Maggiolo destaca que essas moléculas indicam a presença de uma química pré-biótica rica em regiões de formação estelar muito cedo na história da galáxia.

Ainda assim, os cientistas consideram improvável descobrir exatamente qual sistema estelar o 3I/ATLAS se formou. A longa exposição à radiação cósmica pode ter alterado significativamente sua composição química ao longo de bilhões de anos.

Apesar das limitações, os dados coletados pelo telescópio James Webb representam uma peça importante para compreender o visitante interestelar. Cada nova medição contribuiu para esclarecer a história do 3I/ATLAS e sua origem no universo.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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