Conselho Consultivo de Ciência dos Estados Unidos cria plano para investigar a origem de FANIs
O Conselho Consultivo de Ciência sobre UAP implementou um plano de ação para analisar dados governamentais e coletar novas evidências sobre fenômenos anormais não identificados. A iniciativa busca diferenciar tecnologias de potências adversárias de possíveis origens extraterrestres por meio de sensores avançados e análise de materiais
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A identificação de tecnologia extraterrestre enfrenta como principal obstáculo a distinção entre objetos reais e fenômenos que mimetizam a natureza ou a engenharia humana. A confusão ocorre porque tais objetos podem se assemelhar a aves, drones, satélites ou até mesmo projetos militares sigilosos. Um exemplo histórico desse equívoco aconteceu durante os testes iniciais dos bombardeiros furtivos B-2, que foram confundidos com fenômenos aéreos não identificados (OVNIs).
Atualmente, a possibilidade de que drones de espionagem chineses, equipados com inteligência artificial superior à comercial, sejam registrados como fenômenos anormais não identificados (FANIs) no sistema PURSUE do FBI, reforça a complexidade da análise.
Critérios de diferenciação tecnológica
Para separar a tecnologia humana da não humana, o critério fundamental é o salto tecnológico. Enquanto a evolução terrestre ocorre de forma gradual e compreensível dentro dos programas de pesquisa e desenvolvimento, a tecnologia de origem extraterrestre tenderia a ser incompreensível e "milagrosa".
Essa disparidade se justifica pelo tempo de desenvolvimento: a humanidade domina a mecânica quântica há apenas um século, enquanto civilizações extraterrestres podem ter explorado esses conhecimentos por milhões ou bilhões de anos. Portanto, qualquer produto tecnológico não humano encontrado próximo à Terra apresentaria capacidades que extrapolam a imaginação científica atual.
Estratégias de investigação e análise
A confirmação definitiva de tais objetos depende de dados digitais coletados por instrumentos científicos que provem a existência de características divergentes de qualquer fabricação humana. A análise de amostras físicas — focando em composição material, complexidade estrutural e funções — permitiria demonstrar a origem não humana de forma simples.
Para acelerar esse processo, propõe-se a criação de dispositivos capazes de atrair FANIs a curtas distâncias para a coleta de dados.
Plano de ação do Conselho Consultivo de Ciência sobre UAP
Nomeado pela Agência de Inteligência Nacional para liderar o conselho, em apoio à Casa Branca, ao Pentágono, ao FBI e à Comunidade de Inteligência, o novo líder estabeleceu um plano de ação dividido em duas frentes sob a administração Trump:
- Análise de dados governamentais: Exame de vídeos, materiais e a verificação de alegações, como as de David Grusch, sobre a existência de naves extraterrestres intactas sob custódia do governo.
- Coleta de novas evidências: Caso os dados atuais sejam inconclusivos, será implementada a utilização de sensores avançados em parceria com o Pentágono.
A investigação busca resolver se os FANIs são projetos classificados de potências adversárias — o que representaria um risco à segurança nacional — ou se são de origem extraterrestre, o que seria a maior descoberta científica da história.
Incentivos e acesso a materiais
Há relatos de que o governo dos Estados Unidos já possuiria material biológico e tecnologia extraterrestre. O acesso a esses itens permitiria que cientistas do Conselho Consultivo determinassem a natureza dos objetos e avaliassem como tecnologias derivadas poderiam impulsionar a inovação e a segurança dos EUA, evitando a dependência de vídeos de baixa qualidade.
Como medida complementar para acelerar a busca, foi proposta a criação de um prêmio XPRIZE de 10 milhões de dólares para quem apresentar provas conclusivas de tecnologia extraterrestre, incentivando a entrega de evidências por detentores de tais materiais.