Ciência

Costela de maior Tyrannosaurus rex identificado revela processo de cicatrização de ferimento grave

08 de Setembro de 2026 às 06:44 2 min de leitura

Pesquisadores da Universidade de Regina e do Laboratório Nacional de Oak Ridge identificaram vasos sanguíneos mineralizados em uma costela fraturada do Tyrannosaurus rex Scotty. A análise, realizada com tecnologias de imagem, revelou que o animal de 8.800 kg morreu antes de concluir a cicatrização da lesão

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Costela de maior Tyrannosaurus rex identificado revela processo de cicatrização de ferimento grave
Wikimedia Commons/Muhsatteb/CC BY-SA 4.0

Uma costela fraturada de Scotty, o maior Tyrannosaurus rex já identificado, revelou detalhes sobre a reação biológica do animal diante de ferimentos graves e as circunstâncias de sua morte há aproximadamente 66 milhões de anos. O espécime, que media cerca de 13 metros e pesava 8.800 kg, apresentava uma lesão óssea que ainda estava em processo de cicatrização no momento do óbito.

A análise conduzida por pesquisadores da Universidade de Regina e do Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL) identificou uma rede extensa de vasos sanguíneos mineralizados na área danificada. A presença desse tecido sugere que o organismo do dinossauro mobilizou sangue rico em ferro para formar pequenos vasos e recuperar o osso, possivelmente fraturado durante um embate com outro animal. No entanto, a recuperação foi interrompida, e a morte ocorreu antes da cura completa.

Preservação e análise técnica

A conservação de estruturas tão delicadas foi possível porque os restos de Scotty foram depositados em um ambiente pantanoso salino, fator que retardou a decomposição orgânica. Para examinar a costela sem comprometer a integridade do fóssil, a equipe científica empregou um conjunto de tecnologias avançadas:

  • Imagens por neutrões: Utilizadas para detectar tecidos moles e elementos leves.
  • Raios-X: Aplicados para a análise de materiais mais densos.
  • Radiação de sincrotron: Empregada para a detecção inicial de vasos sanguíneos.
  • Técnicas microscópicas: Para a análise de sinais em escala celular.

A integração dessas ferramentas permitiu a criação de imagens tridimensionais do interior do osso.

Cronologia da descoberta

O estudo teve início em 2020, quando Jerit Mitchell, da Universidade de Regina, utilizou a microtomografia computadorizada no Canadian Light Source para detectar os primeiros indícios de vascularização. O processo foi aprofundado com a radiação de sincrotron e finalizado em abril de 2026, com o uso dos instrumentos MARS e VENUS do ORNL, que confirmaram os achados em amostras maiores sem a necessidade de alterá-las.

A metodologia aplicada transforma fósseis em registros médicos de espécies extintas. Com a eficácia dos neutrões na confirmação de tecidos moles, os cientistas planejam agora expandir a pesquisa para outros ossos e escamas, visando comparar os padrões de cicatrização entre diferentes espécies de dinossauros.

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