Ciência

Crânio de pliosauro com 150 milhões de anos é encontrado no Reino Unido com preservação excepcional

06 de Agosto de 2026 às 18:05

Um crânio de pliosauro com cerca de dois metros e 150 milhões de anos foi encontrado na Costa Jurássica, no Reino Unido. O fóssil apresenta 95% de sua anatomia original e 130 dentes, sendo o exemplar melhor preservado da espécie

Crânio de pliosauro com 150 milhões de anos é encontrado no Reino Unido com preservação excepcional
BBC/Tony Jollife

Um fragmento ósseo encontrado na Baía de Kimmeridge, localizada na Costa Jurássica do Reino Unido, revelou-se o crânio de um pliosauro, um dos maiores predadores dos oceanos durante a era dos dinossauros. O fóssil, localizado pelo entusiasta Phil Jacobs, foi recuperado com o auxílio do paleontólogo Steve Etches, que coordenou a extração da peça da rocha e o transporte de mais de um quilômetro por meio de uma maca improvisada.

Características do espécime

O crânio possui aproximadamente dois metros de comprimento e data de cerca de 150 milhões de anos. A preservação é considerada excepcional, mantendo 95% de sua anatomia original, com as mandíbulas superior e inferior ainda encaixadas e cerca de 130 dentes afiados em suas posições originais. Esta combinação torna a peça o exemplar melhor preservado de sua espécie já registrado.

O predador do Mesozoico

Os pliosaurios dominaram o topo da cadeia alimentar oceânica no período Mesozoico, entre 220 e 70 milhões de anos atrás. Esses répteis marinhos possuíam membros semelhantes a remos, cabeças volumosas e mandíbulas com força de mordida comparável à do Tyrannosaurus rex. Alguns indivíduos chegavam a ultrapassar os 10 metros de comprimento.

A dieta desses animais era diversificada, abrangendo peixes, cefalópodes e outros répteis, incluindo dinossauros que se aproximavam da água. A integridade da dentição encontrada no fóssil de Dorset permitirá que a ciência analise com precisão a mecânica de captura e consumo de suas presas.

Análise tecnológica e perspectivas

Para evitar a manipulação constante da peça frágil, os pesquisadores utilizam escaneamento 3D e imagens médicas. Essas tecnologias permitem:

  • Cálculo da densidade óssea;
  • Reconstrução virtual da musculatura da mandíbula;
  • Simulação da força da mordida;
  • Exame de estruturas invisíveis a olho nu.

Há a expectativa de que o restante do esqueleto ainda esteja enterrado nos sedimentos da região. Novas escavações podem recuperar ossos adicionais para detalhar a locomoção e o tamanho do animal, além de fornecer dados sobre o ecossistema marinho de 150 milhões de anos atrás.

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