Ciência

Descoberta de Medusa Fantasma no Atlântico Sul Revoluciona Entendimento sobre Biodiversidade dos Oceanos

07 de Março de 2026 às 15:15

Uma expedição internacional ao mar argentino descobriu uma medusa fantasma de 11 metros de comprimento a 253 metros de profundidade. A Stygiomedusa gigantea é rara e só foi documentada cerca de 130 vezes em todo o mundo. O achado reforça a necessidade de investigar os oceanos profundos para entender melhor sua biodiversidade

Descoberta de Medusa Fantasma no Atlântico Sul Revoluciona Entendimento sobre Biodiversidade dos Oceanos
ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute

A descoberta da medusa fantasma no Atlântico Sul revoluciona a ciência
Uma equipe internacional liderada pelo Conicet e pela Universidade de Buenos Aires realizou uma expedição inédita ao mar argentino, revelando um achado que pode mudar o entendimento sobre a biodiversidade nos oceanos. A Stygiomedusa gigantea, medindo 11 metros de comprimento, foi encontrada a 253 metros de profundidade em áreas até então pouco estudadas.

A expedição "Vida nos extremos" percorreu uma vasta área marítima entre dezembro e janeiro do ano passado. O navio R/V Falkor navegou desde o porto de Buenos Aires até a Terra do Fogo, explorando locais estratégicos como o cânion submarino Colorado-Rawson e o maior recife conhecido de Bathelia candida.

A equipe detectou um espécime da Stygiomedusa gigantea em águas profundas. Essa medusa rara pode atingir entre 10 a 12 metros de comprimento, semelhantes às dimensões de um ônibus escolar. Diferentemente das outras espécies, não possui tentáculos urticantes e sim quatro braços extensíveis que podem chegar a medir até 10 metros para capturar plâncton e pequenos peixes.

A relevância do avistamento reside em sua excepcionalidade: desde sua descrição científica, essa espécie só foi documentada cerca de 130 ocasiões em todo o mundo. A chefe da expedição, Maria Emilia Bravo, destacou a importância desse tipo de achado para reforçar a necessidade de continuar investigando os oceanos profundos.

A equipe também conseguiu registrar pela primeira vez nas águas argentinas a queda de uma baleia em 3.890 metros de profundidade e analisar comunidades biológicas desconhecidas, confirmando que o mar argentino é um verdadeiro reservatório de biodiversidade ainda a ser explorado.

Essa descoberta pode mudar nosso entendimento sobre os oceanos profundos e reforça a importância da investigação científica. A equipe internacional está trabalhando para entender melhor essa espécie rara e sua presença nos oceanos, contribuindo assim para o avanço da ciência.

Com informações de El Confidencial

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