Ciência

Descoberta em Penhasco: Fêmur de Megatherium Americanum é Encontrado no Sul da América do Sul

07 de Março de 2026 às 12:47

Um penhasco no sul da América do Sul escondeu restos biológicos de um Megatherium americanum, a maior preguiça terrestre gigante que já existiu. A descoberta foi feita por turistas e confirmada pela equipe do Museu Municipal de Ciências Naturais de Mar del Plata. O fêmur direito mede cerca de 80 centímetros de comprimento e apresenta bom estado de conservação

Descoberta em Penhasco: Fêmur de Megatherium Americanum é Encontrado no Sul da América do Sul
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Um penhasco costeiro no sul da América do Sul escondeu um segredo fascinante há cerca de 400 mil anos: os restos biológicos de um Megatherium americanum, o maior preguiça terrestre gigante que já existiu. A descoberta foi feita por turistas enquanto caminhavam pela base do penhasco e logo chamou a atenção dos especialistas em paleontologia.

A estrutura óssea de cor laranja, semelhante ao tamanho de uma bola de futebol, era impossível de ignorar. As marés e a erosão poderiam danificar os restos fósseis no penhasco instável, o que motivou a equipe do Museu Municipal de Ciências Naturais de Mar del Plata a comparecer ao local para avaliar a descoberta.

A identificação dos primeiros testes permitiu confirmar que se tratava de um fêmur direito de Megatherium americanum. O osso, com cerca de 80 centímetros de comprimento e 50 centímetros de largura, apresenta notável estado de conservação. A cor laranja é resultado da presença de óxidos de ferro em solos antigos e úmidos onde ficou enterrado.

O Megatherium americanum era um herbívoro imponente que fazia parte da megafauna que habitava a América do Sul durante o Pleistoceno. Seu tamanho extraordinário chegava até 6 metros de comprimento, cerca de 3 metros de altura e seu peso estimado variava entre 4 mil e 5 mil quilogramas.

Seus dentes eram particularmente interessantes, com raízes abertas que cresciam continuamente para compensar o desgaste causado por uma dieta baseada em vegetação abrasiva. O fóssil recuperado será submetido a um processo de preparação e análise no laboratório do museu.

Além disso, os cientistas preveem continuar monitorando o local da descoberta para eventualmente encontrar novos restos que possam ser revelados pela erosão natural. Eles lembram também que os fósseis estão protegidos por lei na Argentina e sua extração sem autorização oficial é proibida, além de existir a obrigação de comunicar qualquer descoberta às autoridades.

O especialista Néstor Toledo, pesquisador do CONICET na Universidade Nacional de La Plata, poderá utilizar o osso para estudar com grande precisão as inserções musculares e reconstruir parte da anatomia deste animal pré-histórico.

Com informações de El Confidencial

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