Ciência

Descoberta: sistema complexo de circulação subterrânea identificado na Bacia Amazônica

10 de Março de 2026 às 09:06

Pesquisa científica revelou indícios de um sistema complexo de circulação subterrânea na bacia Amazônica, com movimentos regionais de água em grandes profundidades e velocidades muito baixas. O estudo foi apresentado no congresso da Sociedade Brasileira de Geofísica e publicado no Journal of South American Earth Sciences. A pesquisa sugere que o sistema tem origem na porção oeste da Amazônia, antes de atravessar grandes bacias sedimentares até a margem continental atlântica

Pesquisa científica revelou indícios de um sistema complexo de circulação subterrânea na bacia amazônica. O estudo, batizado com o nome do geofísico Valiya Hamza, identificou movimentos regionais de água em grandes profundidades e velocidades muito baixas. Os autores utilizaram dados geotérmicos analisados por cientistas ligados ao Observatório Nacional para inferir a existência desse sistema.

A pesquisa foi apresentada inicialmente no congresso da Sociedade Brasileira de Geofísica e posteriormente publicado em artigo científico no Journal of South American Earth Sciences. Os resultados sugerem que o Hamza tem origem na porção oeste da Amazônia, antes de atravessar grandes bacias sedimentares até a margem continental atlântica.

Um dos principais achados do estudo é a existência de um fluxo profundo em camadas sedimentares porosas. Os autores estimaram que essa circulação ocorre com velocidades muito baixas, na ordem de dezenas a poucas centenas de metros por ano, o que diferencia esse sistema do comportamento dos rios convencionais.

A pesquisa também destacou a importância da água subterrânea no armazenamento hídrico regional. Estudos posteriores sobre águas subterrâneas na bacia amazônica indicaram que essa componente tem papel relevante, embora isso não represente confirmação integral de todas as conclusões popularizadas sobre o Hamza.

O caso do Hamza é um exemplo da complexidade dos processos hidrológicos que ocorrem sob a superfície. Embora haja divergências na interpretação das evidências, os cientistas concordam em que há indícios de fluxo profundo de água sob a bacia amazônica.

A descoberta do Hamza gerou interesse científico e debate sobre o subsolo amazônico. O estudo original apresentou uma visão mais ampla da hidrologia amazônica, considerando não apenas os rios visíveis, mas também a circulação subterrânea de água.

A pesquisa continua em andamento com pesquisadores analisando o funcionamento desse sistema e sua importância para a dinâmica hídrica regional. O caso do Hamza serve como exemplo da necessidade de investigação adicional sobre os processos hidrológicos que ocorrem sob a superfície, contribuindo assim para uma melhor compreensão dos mecanismos subterrâneos de grande escala na bacia amazônica.

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