Ciência

Descoberto no Mar Profundo: Coral Gigante com Mais de 2.050 Anos Estima-se ser O Maior do Mundo

22 de Março de 2026 às 04:56

Mergulhadores da NOAA descobriram um coral gigante de 62 metros em profundas águas das Ilhas Marianas. A estrutura é excepcional por sua longevidade, estimada em mais de 2.050 anos e considerada o maior Porites já registrado. O local onde foi encontrada está dentro do Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas, uma caldeira vulcânica submarina com condições adversas para a vida marinha

Descoberto no Mar Profundo: Coral Gigante com Mais de 2.050 Anos Estima-se ser O Maior do Mundo
NOAA Fisheries

Em profundas águas das Ilhas Marianas, mergulhadores da NOAA descobriram um coral gigante da espécie *Porites rus*, que se encontra dentro de uma caldeira vulcânica submarina. A estrutura é excepcional não apenas pelo seu tamanho enorme e resistência ao ambiente hostil, mas também por sua longevidade extraordinária.

Medidas realizadas durante as expedições do Programa Nacional de Monitoramento de Recifes de Coral em 2025 estimaram que a colônia ocupa cerca de 1.347 metros quadrados, com mais de 31 metros na parte superior e atingindo aproximadamente os 62 metros na base. Os pesquisadores afirmam que se trata do maior coral *Porites* já registrado.

A equipe conseguiu obter uma referência de crescimento lateral da colônia, estimando cerca de um centímetro por ano. Com essa informação e considerando a expansão externa, os especialistas calcularam plausivelmente que o organismo tenha mais de 2.050 anos.

A cientista Hannah Barkley explicou que determinar com precisão a idade do coral é complicado pois ele não apresenta camadas de crescimento como outros corais. No entanto, essa descoberta permite observar como um coral conseguiu persistir por séculos em um ambiente considerado pouco favorável.

O local onde o coral se encontra é uma caldeira vulcânica submarina dentro do Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas, que os pesquisadores consideram um verdadeiro laboratório natural. Lá existem emissões de dióxido de carbono gerando áreas com águas mais ácidas.

A coexistência desses extremos chamou a atenção especial dos científicos envolvidos na pesquisa, que destacaram o local como muito especial para estudos futuros.

Com informações de El Confidencial

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